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Colunistas O drama de Lia

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Pedrinho com os pais e filhos. (Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Com apenas 13 horas de vida, Pedrinho foi levado dos braços de sua mãe, sob a alegação de uma falsa funcionária da maternidade, que a criança precisaria fazer alguns exames de rotina.

A falsa assistente social era Vilma, que sequestrou o bebê e sumiu no mundo.

Os pais desesperados fizeram de tudo para encontrar o filho roubado na maternidade .

Durante anos não tiveram nenhuma pista, nada. Só a dor e a saudade do amor que o destino os negou.

Depois de passados 16 anos e um enorme vazio no peito, uma reviravolta.

Pedrinho, que fora registrado por Vilma como seu filho natural, com o nome de Osvaldo e o caso teve uma mudança drástica na de todos envolvidos.

Uma reviravolta e a farsa foi descoberta pela neta do ex-marido de Vilma, que denunciou o caso à polícia. Em um trabalho cirúrgico e muito bem feito para elucidar o caso, os policiais passaram a seguir os passos do Pedrinho.

Armaram uma falsa blitz de trânsito e Pedrinho foi detido e Vilma chamada na delegacia.

Polícia, Ministério Público, Justiça, teste de DNA, até ficar provado o crime e encontrar os pais verdadeiros foi relativamente rápido.

Vilma foi julgada e condenada por sua mentira e seu pseudofilho “Osvaldo”, então com 16 anos, teve sua vida virada ao avesso.

Com autorização do Juiz, trocou de nome e passou a ser chamado de Pedro, ou Pedrinho.

Até aqui este drama foi bem conhecido de todos, mas o que chama a atenção nesta história é o que vem agora.

Maria Auxiliadora, ou Lia, a mãe verdadeira repleta de amor pelo filho, e seu marido Jairo Tapajós tiveram que sublimar sua revolta e raiva de Vilma.

Estando frente a frente com o seu filho amado, não poderiam lamentar o tempo que perderam na criação do filho e nem demonstrar qualquer revolta contra a autora desta maldade cruel, pois “Osvaldo” agora Pedrinho ainda tinha fortes laços com Vilma, até então, tinha sido sua “mãe” por 16 anos.

Lia utilizou-se da força do amor e não atropelou sentimentos para tentar recuperar o tempo perdido.

Imagine a angústia dessa mãe, frente a frente com seu filho amado e sem intimidade para dizer-lhe algo afetivo ou mesmo um carinho. Sem ao menos saber qual o prato predileto de Pedrinho.

Lia manteve a calma, com paciência e muito amor, conseguiu mostrar ao filho que ambos foram vítimas, sendo que Pedrinho naturalmente confuso com toda aquela situação, aos poucos Jairo, Lia e Pedrinho se aproximaram.

É admirável pessoas como esta mãe, que teve seu verdadeiro amor perdido, ou melhor roubado, e depois de quase duas décadas, o reencontra!

Porém a outra vítima, no caso Pedrinho, nem imaginava o que se passava com ele.

E era preciso tempo, paciência e amor, muito amor.

O certo disso tudo é que a verdade prevaleceu.

Apesar dos anos longe um do outro, Jairo, Lia e Pedrinho construíram um relacionamento baseado na verdade e o amor venceu.

*Pedrinho hoje tem 28 anos, é advogado, casado e tem dois filhos.”

Rogério Pons da Silva, Jornalista e empresário

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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