Sexta-feira, 02 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de janeiro de 2026
Com validade permanente, o despacho autoriza os encontros com Flávio (PL-RJ), Carlos (PL-SC), Jair Renan (PL-SC) e Laura; a filha caçula.
Foto: Reprodução/InstagramO ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita de familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra preso em Brasília após condenação por liderar a tentativa de golpe de Estado relacionada ao período pós-eleitoral de 2022. A decisão foi divulgada nessa sexta-feira (2) e atendeu, inicialmente, a um pedido apresentado pela defesa para que o vereador Carlos Bolsonaro pudesse visitá-lo na próxima terça (6).
Ao analisar a solicitação, Moraes optou por conceder autorização mais ampla, permitindo a chamada “visitação permanente” a quase todos os integrantes da família do ex-presidente. A medida prevê encontros de até 30 minutos, realizados entre 9h e 11h, com a limitação de duas pessoas por dia, de forma individual e sem simultaneidade.
Foram contemplados pela decisão os filhos Carlos Bolsonaro, Jair Renan, Laura Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL), além da enteada Letícia. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, que atualmente reside nos Estados Unidos, não foi incluído na autorização. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro já possuía permissão para visitas, não sendo afetada pela nova decisão.
Jair Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. Desde a prisão, passou períodos internado em um hospital da capital federal, incluindo o Natal e o Réveillon. As internações ocorreram mediante autorização judicial e tiveram como objetivo o acompanhamento de seu quadro clínico.
Durante o período hospitalar, Bolsonaro foi submetido a quatro procedimentos cirúrgicos: um para o tratamento de uma hérnia e outros três relacionados a crises persistentes de soluço. Exames médicos também diagnosticaram um quadro severo de apneia do sono, levando à indicação do uso contínuo do equipamento conhecido como CPAP, utilizado para auxiliar a respiração durante o sono.
Após as intervenções cirúrgicas voltadas aos soluços, a equipe médica concluiu que se trata de um caso raro, sem solução definitiva por meio de cirurgia. Segundo os profissionais responsáveis, o tratamento deverá ser contínuo, com alternativas como fisioterapia e acompanhamento clínico regular. Além disso, o ex-presidente passou a fazer uso de medicamentos antidepressivos, prescritos por orientação médica.
Diante das condições de saúde, a defesa voltou a solicitar a conversão da prisão em regime domiciliar, argumentando a necessidade de cuidados médicos contínuos. O pedido foi analisado e negado por Alexandre de Moraes na última quinta-feira (1º).
Bolsonaro está preso preventivamente desde o dia 22 de novembro, após, segundo a decisão judicial, tentar romper a tornozeleira eletrônica utilizando um ferro de solda. A medida foi posteriormente confirmada pela Primeira Turma do STF na semana seguinte. (Com informações da Folha de S.Paulo)