Terça-feira, 13 de janeiro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Ataque dos Estados Unidos à Venezuela acirra embate entre políticos brasileiros da esquerda e direita nas redes sociais

Compartilhe esta notícia:

Reações ao anúncio da captura de Nicolás Maduro (foto) opõem críticas à intervenção americana e comemorações pela queda do chavismo

Foto: Reprodução
(Foto: Reprodução)

Políticos de esquerda e de direita do Brasil travam nesse sábado (3) um embate nas redes sociais após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro.

Enquanto parlamentares da esquerda classificaram a ofensiva como agressão militar e violação do direito internacional, lideranças da direita comemoraram o que chamaram de fim da ditadura chavista.

Entre aliados do governo Lula, as críticas se concentraram na denúncia de intervenção estrangeira e nos riscos humanitários do ataque. O deputado Reimont (PT-RJ) afirmou que “bombas não trazem democracia” e que a soberania nacional deve ser respeitada.

Na mesma linha, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) disse que os Estados Unidos, sob Trump, retomam uma “sanha imperialista” e comparou a ofensiva a intervenções americanas no Vietnã, no Panamá e em Granada, cobrando reação da comunidade internacional.

As manifestações ocorreram após relatos de explosões em Caracas durante a madrugada e a declaração de Trump de que Maduro e a esposa teriam sido capturados e retirados do país por via aérea. Até o momento, Washington não informou o destino do líder venezuelano nem a base legal da operação, o que ampliou o debate jurídico e político em torno da ofensiva.

No campo oposto, parlamentares e lideranças da direita celebraram a retirada de Maduro do poder e usaram o episódio para atacar a esquerda brasileira. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou que “acabou o tempo de passar pano para ditaduras” e disse que a América do Sul começa a “acordar de um pesadelo”.

Também comemorando o anúncio, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência, declarou que o dia 3 de janeiro deveria entrar para a história como o da “libertação do povo venezuelano”.

Já o deputado Filipe Barros (PL-PR) classificou a ação americana como “necessária” e afirmou que a direita deve permanecer vigilante para impedir que o governo brasileiro acolha Maduro em território nacional. A deputada Bia Kicis (PL-DF) também comemorou a captura do presidente venezuelano, chamando-o de “ditador sanguinário”.

O embate nas redes ocorre enquanto o governo brasileiro adota cautela. O Planalto e o Itamaraty convocaram uma reunião de emergência para reunir informações sobre a operação antes de qualquer posicionamento oficial. Interlocutores afirmam que a prioridade é compreender os desdobramentos diplomáticos e jurídicos do ataque, diante do impacto potencial para a estabilidade política da América do Sul. (Com informações de O Globo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Ministro da Defesa diz que “há muita informação desencontrada, mas a fronteira entre o Brasil e a Venezuela está tranquila”
China afirma que o ataque dos Estados Unidos à Venezuela ameaça a paz na América Latina
https://www.osul.com.br/ataque-dos-estados-unidos-a-venezuela-acirra-embate-entre-politicos-brasileiros-da-esquerda-e-direita-nas-redes-sociais/ Ataque dos Estados Unidos à Venezuela acirra embate entre políticos brasileiros da esquerda e direita nas redes sociais 2026-01-03
Deixe seu comentário
Pode te interessar