Segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

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Brasil Governo diz que não há brasileiros entre possíveis vítimas de ataques dos Estados Unidos à Venezuela

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O petista também defendeu que "a ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz". (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, confirmou nesse sábado (3) que não há brasileiros entre possíveis vítimas dos ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela, durante a madrugada.

A declaração foi dada após reunião ministerial de emergência, convocada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro foi coordenado por videoconferência pelo presidente, que está em viagem de férias no Rio de Janeiro.

Após meses de especulações e operações marítimas perto da costa da Venezuela, os Estados Unidos atacaram nesta madrugada diversos pontos de Caracas e capturaram Nicolás Maduro e sua esposa.

O presidente Lula chamou a ação militar de inaceitável e disse que ela abre um “precedente perigoso” para a América Latina.

Participaram da reunião o Ministro das Relações Exteriores, o Ministro da Defesa, o Ministro-Chefe da Casa Civil, o Ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, além de representantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que neste momento não há qualquer movimentação anormal na fronteira, mas que o governo segue acompanhando a situação.

A passagem, no entanto, foi fechada durante a manhã pelo governo venezuelano. Do lado brasileiro, o espaço segue aberto e as atividades estão regulares, segundo Múcio.

Mais cedo, o Ministério da Justiça publicou uma nota afirmando que se prepara para um eventual aumento do fluxo de refugiados.

Uma nova reunião foi marcada para esse sábado, também no Itamaraty. Segundo a ministra Maria Laura da Rocha, o governo brasileiro está em contato com autoridades venezuelanas e acompanha a situação interna.

“Inaceitável”

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou nas redes sociais sobre o ocorrido e afirmou que a ação militar ultrapassa a linha do que é aceitável na relação entre países.

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.”

Lula também afirmou que a ação militar desta madrugada é uma flagrante violação do direito internacional e abre espaço para um mundo de “violência, caos e instabilidade”.

O petista também defendeu que “a ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”.

“A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.” Com informações do portal G1.

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