Segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 14 de janeiro de 2026
O regime iraniano planeja executar um jovem que participou de atos contra o governo.
Foto: EBCEm mensagem direta a manifestantes da onda de protestos no Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu na terça-feira (13) que eles sigam protestando. E afirmou que a “ajuda” dos EUA “está a caminho”.
“Patriotas iranianos, continuem protestando. Derrubem suas instituições. (…) A ajuda está a caminho”, declarou.
Foi a primeira mensagem direta aos manifestantes feita pelo presidente norte-americano, que vem ameaçando intervir no país do Oriente Médio caso as repressões aos protestos sigam sendo feitas de forma violenta.
Trump também voltou a utilizar o slogan MIGA, em referência a seu lema “Make America Great Again” (MAGA), só que trocando os EUA pelo Irã. O mandatário norte-americano vem dizendo que pode voltar a fazer ataques diretos ao território iraniano como represália, retomando uma escalada de tensões entre os dois países. Ele ainda disse que o país adotará “medidas muito duras” caso o Irã comece a enforcar manifestantes.
Na entrevista, Trump disse não ter conhecimento da decisão de executar manifestantes, mas fez um alerta ao ser informado sobre os relatos. “Vamos tomar medidas muito duras, se fizerem esse tipo de coisa”, afirmou.
Questionado sobre quais medidas poderiam ser adotadas, Trump disse apenas que o objetivo seria “vencer”.
Ao explicar o que quis dizer com isso, citou exemplos como a atuação dos Estados Unidos na Venezuela e operações realizadas em 2019 e 2020 que resultaram nas mortes de Abu Bakr al-Baghdadi, então líder do Estado Islâmico, e de Qasem Soleimani, general iraniano.
Trump também mencionou o ataque dos EUA ao Irã em junho de 2024 como exemplo do que seria “vencer”. “A ameaça nuclear iraniana foi eliminada em cerca de 15 minutos, assim que os B-2 chegaram lá. Aquilo foi uma obliteração completa”, disse.
Os protestos que eclodiram no Irã tiveram início com comerciantes do bazar reclamando da inflação desenfreada e da desvalorização da moeda local, mas rapidamente se expandiram e ganharam proporções maiores pelo país. A informação foi compartilhada pelo embaixador do Brasil no Irã, André Veras Guimarães, durante entrevista à CNN Brasil.
Segundo Guimarães, as manifestações começaram com reclamações específicas sobre a economia, mas evoluíram para um cenário mais amplo de insatisfação. “Os protestos começam com os comerciantes do bazar reclamando sobre a inflação, reclamando sobre a desvalorização da moeda, mas isso em um certo momento começa a escalonar e o nível da violência parece que vai aumentando à medida que há incentivo às pessoas a irem para as ruas”, explicou.
O embaixador mencionou que dois fatores contribuíram para o aumento da participação popular nos protestos. Primeiro, os chamamentos feitos por Reza Paleves, filho do último chá do Irã, que convocava manifestações e dava instruções aos manifestantes. Além disso, declarações do presidente americano prometendo apoio aos manifestantes teriam encorajado mais pessoas a saírem às ruas. (Com informações dos portais de notícias CNN Brasil e g1)
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