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Brasil Lula é o único líder que não vai participar da assinatura oficial do acordo entre o Mercosul e a União Europeia neste sábado

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Segundo Lula, a sociedade estaria “vivendo o mundo da mentira”. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Lula (PT) é o único líder entre os países membros do Mercosul que não vai participar da assinatura do acordo de livre comércio com a União Europeia, neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai. O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, será o representante do Brasil.

Além da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, estão confirmados os presidentes da Argentina, Uruguai, Bolívia e Paraguai, que preside o bloco e sediará o evento.

Ao mesmo tempo, Lula recebeu nesta sexta-feira von der Leyen, no Rio de Janeiro. Esse encontro é visto como uma estratégia para consolidar o papel do Brasil como maior negociador do acordo entre Mercosul e União Europeia sob o ponto de vista político.

Tanto que os líderes europeus procuraram o Palácio do Planalto em busca de uma agenda com Lula, também visando dar protagonismo ao presidente brasileiro na tentativa de vender a imagem do país como fiador do acordo.

Para a diplomacia brasileira, a reunião de sexta-feira tem um peso superior à de sábado

Fontes ouvidas pelo g1 apontaram que Lula estava buscando uma “foto da vitória” com as maiores autoridades da UE. Hoje, o bloco sul-americano está temporariamente sob presidência paraguaia.

Segundo autoridades brasileiras, o governo paraguaio tentou elevar o encontro ao nível de chefes de Estado de última hora. A avaliação do Itamaraty é de que a assinatura do acordo deveria ser de competência dos chanceleres, por isso o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, que está indo para a cerimônia, e não o presidente Lula.

Agradeceu a Lula por encabeçar as tratativas

No encontro desta sexta, Lula classificou demora em estabelecer o acordo como “25 anos de sofrimento e tentativa de acordo”. Em seguida, afirmou que o acordo vai além da dimensão econômica, pois União Europeia e o Mercosul compartilham valores “como respeito à democracia, ao Estado de Direito e direitos humanos”.
Após a fala do presidente, Ursula von der Leyen, também se pronunciou. Segundo ela, o acordo se trata de uma conquista de “uma geração inteira”. Nesse contexto, ela agradeceu a Lula por encabeçar as tratativas do acordo.

A estratégia de faltar no sábado também busca evitar dividir o palanque com o presidente argentino, Javier Milei, com quem Lula mantém uma relação protocolar e distante. Com informações do portal G1.

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