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Brasil Brasil registra recorde histórico de feminicídios em 2025: quatro mulheres assassinadas por dia

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O total supera os 1.464 registros de 2024, a maior marca até então

Foto: GAI Media
Proposta permite avaliar mulheres que são mortas por serem mulheres. (Foto: GAI Media)

O número de feminicídios bateu recorde no Brasil em 2025: foram 1.470 casos de janeiro a dezembro, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O total supera os 1.464 registros de 2024, maior marca até então. Os dados oficiais apontam para quatro mulheres mortas por dia no ano passado.

Os números devem crescer mais, com os dados de dezembro do Estado de São Paulo, que ainda não foram atualizados na base do governo federal. As estatísticas são computadas pelos governos estaduais e enviadas pelo governo federal, que as divulga. Mesmo sem os números do último mês de 2025, São Paulo é o estado com mais casos, com 233. Minas Gerais (139) e Rio de Janeiro (104) aparecem na sequência.

Alta de 316% em uma década

A tipificação feminicídio, quando uma mulher é morta pelo fato de ser mulher, foi criada em 2015. Naquele ano, ocorreram 535 mortes de mulheres nessa circunstância. Houve crescimento de 316% em 10 anos ao comparar com os números de 2025. A alta é constante desde que o crime passou a ser registrado dos homicídios.

Ao todo, 13.448 mulheres foram mortas em dez anos pelo fato de serem mulheres, o que representa uma média de 1.345 crimes por ano. São Paulo (1.774), Minas Gerais (1.641) e Rio Grande do Sul (1.019) lideram as estatísticas.

Feminicídios no país

Ao longo do ano, o Brasil registrou uma série de casos de feminicídio que expõem a violência extrema sofrida por mulheres, muitas vezes dentro de relações afetivas marcadas por ameaças, agressões e histórico de perseguição.

Em São Paulo, Tainara Souza Santos, de 31 anos, morreu após quase um mês internada em estado grave, depois de ser atropelada e arrastada por mais de um quilômetro na Marginal Tietê pelo ex-ficante. Ela passou por ao menos cinco cirurgias de alta complexidade, e o caso, inicialmente tratado como tentativa de feminicídio, passou a ser investigado como feminicídio após a morte.

No Recife, um episódio igualmente brutal terminou com a morte de Isabele Gomes de Macedo, de 40 anos, e de seus quatro filhos, com idades entre 1 e 7 anos, que morreram carbonizados após o companheiro atear fogo na casa depois de uma discussão e agressões; o suspeito foi preso.

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Vanderlei Stefani
20 de janeiro de 2026 21:35

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