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Mundo Ao completar 1 ano de seu segundo mandato, Trump diz que Deus está “muito orgulhoso” do trabalho que ele tem feito como presidente dos Estados Unidos

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Norte-americano foi questionado sobre declaração de que teria tido a vida poupada durante atentado em 2024. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nessa terça-feira (20) que Deus está “muito orgulhoso” do trabalho feito na Casa Branca. A declaração foi dada durante um evento com jornalistas no qual Trump elencou ações do primeiro ano do segundo mandato.

Ao longo do evento, que durou quase duas horas, Trump foi questionado sobre uma declaração anterior, na qual afirmou que Deus teria poupado a vida dele para permitir o retorno à Casa Branca. O republicano foi alvo de um atentado em 2024 durante a campanha presidencial.

“Acho que Deus está muito orgulhoso do trabalho que fiz, e isso inclui a questão religiosa. Sabe, estamos protegendo muitas pessoas que estão sendo mortas: cristãos, judeus. Muitas pessoas estão sendo protegidas por mim”, afirmou.

O presidente também afirmou que até pessoas que não gostam dele estariam elogiando o primeiro ano de governo. Em seguida, citou uma série de temas, como economia e imigração.

“Temos a fronteira mais forte de qualquer país. Provavelmente não há um país… talvez a Coreia do Norte tenha uma fronteira bem forte. Não há um país no mundo com uma fronteira como a nossa”, disse.

Antes do evento com a imprensa, a Casa Branca distribuiu a jornalistas um documento de 31 páginas com a lista de 365 medidas que a administração considera “conquistas” desde a posse do republicano.

Crítica a imigrantes

Boa parte do discurso de Trump foi usado para criticar imigrantes, com destaque para os somalis, um de seus alvos mais comuns: “Dizem que é o pior país do mundo. Se é que pode ser chamado de país, eu não acho que seja um país.”

Ele mostrou fotos de imigrantes presos pelo ICE em Minnesota, afirmando que eles teriam cometido crimes — moradores do estado estão protestando contra o serviço de imigração após a morte de Renée Good, cidadã americana nascida nos EUA.  O republicano alegou que Renée e outros que protestam contra a ação do ICE seriam “agitadores profissionais”.

Ao criticar imigrantes, ele repetiu a acusação sobre países estrangeiros terem levado criminosos propositalmente para os EUA, a qual carece de fundamento. Em um momento que estava fora do script, ele elogiou a gangue de motoqueiros Hell’s Angels.

A imigração, tanto legal quanto ilegal, é um dos temas mais frequentemente trazidos à tona por Trump em suas aparições oficiais.

Antes mesmo de assumir o poder, Trump prometeu expulsar dos EUA todos os imigrantes que vivem em situação irregular no país. A promessa não se cumpriu, mas Trump colocou nas ruas mais de 20 mil agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês).

Antes dedicados a vigiar fronteiras, eles passaram a caçar e prender imigrantes, alguns inclusive em processo de regularização.

O resultado: 605 mil deportados até dezembro, além de 1,9 milhão de “autodeportações” voluntárias. Mas as ações do ICE também geraram revolta: a morte de uma cidadã americana baleada por um agente de imigração em Minnesota desencadeou uma onda de protestos no estado e uma batalha jurídica.

Otan

Ao comentar a aliança militar ocidental, Trump disse que “fez mais pela Otan do que qualquer outra pessoa, viva ou morta”. Em junho, ele negociou com a Europa o aumento de investimentos em defesa dos países-membros.

A aliança vive um momento de crise causado pelo desejo de Trump de anexar a Groenlândia, pertencente à Dinamarca, que também é membro da Otan.

“Ninguém fez mais pela Otan, e acho que a maioria das pessoas diria isso. Acho que você poderia perguntar ao Secretário-Geral sobre isso, mas nós já dissemos. Eu fiz mais pela Otan do que qualquer outra pessoa, e vejo tudo isso, a Otan precisa nos tratar com justiça”. Com informações do g1 e CNN Brasil.

 

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