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Política Nomes históricos e polêmicos da política brasileira se movimentam para 2026

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Dirceu já sinalizou que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Dirceu já sinalizou que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

A menos de um ano das eleições de 2026, nomes conhecidos da política nacional voltaram a articular o retorno ao cenário eleitoral. Após períodos de afastamento, derrotas nas urnas ou atuação nos bastidores, essas lideranças passaram a ser novamente citadas em conversas partidárias, pesquisas internas e movimentos públicos, o que reacende disputas e redesenha alianças.

O movimento não é inédito na política brasileira, mas ganha força em um contexto marcado por polarização, reorganização das legendas e pela busca de candidatos com maior reconhecimento junto ao eleitorado. Entre os chamados “figurões” que devem disputar cargos em 2026 estão Eduardo Cunha, José Dirceu, Ciro Gomes, João Paulo Cunha, José Roberto Arruda e Delúbio Soares.
Entre os nomes que já anunciaram publicamente o retorno à vida política está o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que pretende concorrer ao cargo de deputado federal por Minas Gerais, estado que classificou como uma “síntese do Brasil”, em razão da diversidade e da posição geográfica.

Cunha presidiu a Câmara entre fevereiro de 2015 e julho de 2016, período em que aceitou o pedido de abertura do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). Ele renunciou à presidência da Casa e teve o mandato cassado após ser acusado de mentir à CPI da Petrobras, ao negar a existência de contas no exterior. No mesmo ano, foi preso no âmbito da Operação Lava Jato, que investigou desvios na Petrobras. Em 2023, o Supremo Tribunal Federal anulou uma das condenações impostas ao ex-deputado. Natural do Rio de Janeiro, Cunha tentou se eleger deputado federal por São Paulo em 2022, mas não obteve sucesso.

Outro nome que deve voltar às urnas é o de José Dirceu (PT), ex-ministro da Casa Civil nos primeiros governos do presidente Lula. Dirceu teve o mandato cassado em 2005, após condenação no escândalo do mensalão, e foi alvo de processos decorrentes da Operação Lava Jato. Em 2024, o ministro do STF Gilmar Mendes anulou os atos processuais conduzidos pelo ex-juiz Sergio Moro contra Dirceu no âmbito da Lava Jato, o que restabeleceu seus direitos políticos. O ex-ministro já sinalizou que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

Ex-governadores também aparecem entre os possíveis candidatos. No Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSD) lançou-se como pré-candidato ao governo local em 2026, após cerca de 15 anos afastado do cenário político, período em que foi considerado inelegível. Apesar de declarar intenção de concorrer, Arruda ainda enfrenta incertezas jurídicas. No fim de outubro, o Superior Tribunal de Justiça manteve uma condenação por improbidade administrativa que, em tese, pode torná-lo inelegível. O ex-governador, no entanto, afirma que se considera apto a disputar o cargo.

No Ceará, Ciro Gomes deve tentar retornar ao Palácio da Abolição. Ex-governador do estado e quatro vezes candidato à Presidência da República, ele se filiou ao PSDB no fim do ano passado e deve ser o nome do partido na disputa estadual. Ciro já integrou a legenda na década de 1990, período em que foi eleito governador. Antes, era filiado ao PDT, mas deixou o partido após a legenda se alinhar ao governo estadual do petista Elmano de Freitas, de quem Gomes é crítico.

Outros nomes ligados ao PT também se movimentam. João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, e Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido, devem disputar vagas de deputado federal.

As eleições de 2026 estão marcadas para 4 de outubro, quando os brasileiros escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. O eventual segundo turno para presidente e governadores ocorrerá em 25 de outubro. Os registros de candidatura deverão ser apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral até 15 de agosto.

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8 Comentários
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Glaucio Dos Santos Brum
24 de janeiro de 2026 13:45

Com uma boa ajuda do STF, aí estão os criminosos prontos para retornar à cena do crime. E, com a ajuda dos eleitores da turma do “ele rouba, mas faz”, serão provavelmente eleitos.

Fernando Krause
25 de janeiro de 2026 03:23

Não participo em manifestações da extrema esquerda…

Vanderlei Stefani
24 de janeiro de 2026 20:38

Ué, não fosse na caminhada da VAGABUNDAGEM

Fernando Krause
24 de janeiro de 2026 17:53

Pede ajuda para o Maduro, kkkkk.

Vanderlei Stefani
24 de janeiro de 2026 13:58

“Só Lula pode nos livrar dos candidatos a vassalos de Trump”, a reeleição do presidente é decisiva para defender a soberania brasileira diante da escalada agressiva dos Estados Unidos

Jorge Bressan
25 de janeiro de 2026 00:34

Tem como o Brasil deixar de ser pais do terceiro mundo??

Jorge Ferreira
25 de janeiro de 2026 10:52

quem mandou matar celso daniel em jose dirceu ?

Marcio Carraro
25 de janeiro de 2026 14:21

O BRASIL NÃO É PARA AMADORES.. O QUE SURPREENDE NÃO É ESTES VERMES QUEREREM VOLTAR PARA A MAMATA, E SIM BABACAS VOTAREM NELES E DEPOIS RECLAMAREM DA CONDIÇÃO DO BRASIL… VIVA A REPUBLICA CADA VEZ MAIS DAS BANANAS…

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