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Política A pedido de Lula, Sidônio fica no cargo e indica publicitário baiano para coordenar campanha eleitoral para a reeleição

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Ao lado de Sidônio Palmeira, presidente Lula chega para entrevista coletiva no Palácio do Planalto. (Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil)

De forma a amenizar instabilidades no governo em meio à saída de mais de 20 ministros para as eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu para que o chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, continue no cargo até o fim do ano. Com isso, o ministro indicou um nome de sua confiança para coordenar a campanha do chefe do Executivo à reeleição, o publicitário baiano Raul Rabelo.

A avaliação do chefe do Executivo é que Sidônio está fazendo um bom trabalho à frente da comunicação do governo, e mudá-lo de posição pode prejudicar o Palácio do Planalto, especialmente durante a corrida eleitoral. Essa análise leva em conta o fato de que, com a saída de diversos ministros, será importante ter um ponto considerado de estabilidade dentro do Executivo e a comunicação é vista como um pilar estratégico para isso.

Inicialmente, Sidônio pretendia deixar o governo no meio do ano para coordenar a campanha de Lula. Com essa expectativa, já havia uma incógnita dentro da Secom sobre quem seria o sucessor. O ministro foi o publicitário responsável pela candidatura do atual chefe do Executivo em 2022 e, por isso, a indicação dele para fazer o mesmo nas eleições deste ano era vista como natural.

Com sua permanência no governo, porém, o chefe da Secom indicou a Lula um nome da sua confiança para o cargo. Por conta da proximidade entre Sidônio e Rabelo, fontes avaliam que o ministro não se desvinculará totalmente da campanha e, desta forma, terá voz nos rumos a serem tomados.

Rabelo já participou da campanha de Fernando Haddad à Presidência em 2018 e atuou na campanha de Eduardo Paes para a Prefeitura do Rio em 2020. Também esteve na campanha vitoriosa de Lula em 2022.

A indicação do publicitário também tem o apoio da “ala baiana” do entorno do presidente. Neste escopo, além de Sidônio, aparecem também o chefe da Casa Civil, Rui Costa, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

Com Rabelo, será a quarta vez que o PT recorre aos publicitários baianos em uma campanha presidencial. Em 2002, após três derrotas nacionais, Lula exigiu a contratação de Duda Mendonça e venceu pela primeira vez. Já em 2006 foi escolhido o marqueteiro João Santana. Por fim, no pleito de 2022, optou-se pelo atual ministro da Secom. Dos três, Sidônio foi o único a ocupar um cargo no Planalto.

O ministro da Secom assumiu a pasta no começo do ano passado já de olho no processo eleitoral. Sua escolha para o cargo teve como pano de fundo uma mudança de perfil que Lula pretendia promover na comunicação do governo. Saiu o político combativo e amigo do presidente, Paulo Pimenta, e entrou o publicitário pragmático e discreto.

O pedido de Lula para Sidônio permanecer na Secom acontece em meio às conversas que o chefe do Executivo tem liderado com seus auxiliares para a disputa eleitoral. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, confirmou que pretende disputar o Senado pelo Estado do Paraná. As informações são do jornal Valor Econômico.

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