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Brasil Polícia Federal começa a ouvir depoimentos em inquérito sobre a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília

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O Banco Master teria emitido CDBs com promessa de rendimentos de até 40% acima da taxa de mercado

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O Banco Master teria emitido CDBs com promessa de rendimentos de até 40% acima da taxa de mercado. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

A PF (Polícia Federal) começou a ouvir nesta segunda-feira (26) oito investigados no inquérito que apura supostas irregularidades na proposta de compra do Banco Master, com sede em São Paulo, pelo BRB (Banco de Brasília). Essa etapa pode definir se o caso fica no STF (Supremo Tribunal Federal) ou volta para a Justiça Federal.

Os depoimentos iniciaram por volta das 8h10min na sede do STF, em sessões presenciais e por videoconferência. O primeiro a se manifestar é Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB.

Em seguida, prestam esclarecimentos André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de uma empresa investigada; Henrique Souza e Silva Peretto, empresário; e Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master.

Já nesta terça-feira (27), serão ouvidos Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB; Luiz Antonio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do Banco Master; Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master; e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.

O cronograma dos depoimentos teve aval do relator do caso, o ministro do STF Dias Toffoli. No dia 16 deste mês, o inquérito foi prorrogado por mais 60 dias.

Segundo a PF, o Banco Master teria emitido CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com promessa de rendimentos de até 40% acima da taxa de mercado. Para os investigadores, o retorno oferecido era irreal, e o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões.

A PF afirma haver indícios de que dirigentes do BRB tenham participado do esquema. Em março, o banco chegou a fechar um acordo para comprar o Master, mas o negócio foi barrado pelo Banco Central.

O dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso em novembro do ano passado no âmbito da Operação Compliance Zero, mas acabou solto dias depois por decisão do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região). Atualmente, ele está em prisão domiciliar.

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