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Economia Banco Central já tem condições de começar a cortar a Selic nesta quarta, defende o Bank of America

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne nesta quarta-feira (28). (Foto: Divulgação)

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne nesta quarta-feira (28) sob um consenso de mercado que aponta para a manutenção da taxa básica de juros em 15% ao ano. Para o Bank of America (BofA), no entanto, a combinação recente de dados já abre espaço para o início de um ciclo de cortes.

Segundo o banco, a política monetária segue “profundamente contracionista” e a melhora das expectativas de inflação fortalece o argumento para uma recalibração já na primeira reunião do Copom em 2026. A instituição mantém a projeção de um corte de 0,50 ponto percentual na decisão desta semana, contrariando a expectativa mais ampla dos agentes de início do ciclo de queda apenas em março.

Segundo o BofA, um fator técnico relevante deste encontro é a mudança do horizonte de política monetária considerado pelo Banco Central, que passa do segundo para o terceiro trimestre de 2027. Com essa rolagem, a projeção de inflação do BC, que estava em 3,2%, tende a recuar levemente para 3,1%.

O banco ressalta que, desde a última reunião do Copom, os dados reforçaram a percepção de desaceleração inflacionária. O IPCA cheio caiu de 4,50% em meados de novembro para 4,26% em dezembro, enquanto as expectativas de inflação para 2026 se aproximaram da meta, com recuo de 14 pontos-base.

Para analistas, a divulgação do IPCA-15 abaixo do consenso nesta terça-feira consolidou a leitura de arrefecimento da inflação, reforçando a visão de que as pressões de preços não estão se acelerando, apesar de núcleos ainda elevados.

No campo da atividade, o Bank of America observa surpresas moderadamente positivas nos dados de novembro, com alta de 1,0% nas vendas do varejo e crescimento de 0,1% na produção industrial. Ainda assim, o banco destaca que seus indicadores coincidentes seguem em território negativo, indicando nível de atividade fraco.

O BofA também chama atenção para o contexto institucional da reunião, que ocorre com duas vagas abertas na diretoria do Banco Central, após saídas em dezembro ainda não repostas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo com quórum reduzido, o banco afirma que o cenário atual torna “cada vez mais convincente” o início de um processo gradual de flexibilização monetária.

O banco é um dos que têm a visão mais otimista para a trajetória da Selic em 2026. Os economistas da instituição esperam que a taxa Selic encerre o ano em 11,25% – abaixo do precificado atualmente na curva de juros futuros. As informações são do site Infomoney.

 

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