Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

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Economia Até onde vai a Selic? XP projeta juro em 12,50% em 2026 e em 11% ao fim de 2027

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De acordo com os economistas da XP, a projeção é de um início do ciclo de cortes em março. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A última semana de janeiro reserva ao mercado a esperada reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que começou nessa terça (27) e se encerra nesta quarta (28). Já é consenso que a decisão deverá ser a de manter a taxa de juro no patamar atual, de 15%. De acordo com os economistas da XP, a projeção é de um início do ciclo de cortes em março, com cinco cortes consecutivos de 0,50 pontos percentuais e uma pausa para reavaliação no segundo semestre, até fechar o ano em 12,5%.

Em um relatório assinado pelo economista-chefe Caio Megale, e os economistas Rodolfo Margato e Alexandre Maluf, o ritmo de corte dependerá das perspectivas de controle de gastos públicos. A projeção da XP inclui um leve ajuste, e juro em 11% ao fim de 2027.

De acordo com o relatório, os indicadores ficaram inalterados desde dezembro, com a taxa de câmbio em patamar semelhante ao fim do ano passado, enquanto houve pouca variação nas expectativas do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da inflação.

No caso da inflação, há pressões opostas. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2025 em 4,26%, dentro da margem de tolerância da meta de inflação, que é de 3%, podendo variar 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Os economistas destacam que os núcleos da inflação permanecem entre 3,5% e 4% e que os preços ao produtor, medidos pelo IPA-FGV, estão desacelerando. Eles vêem nestes indicadores um sinal positivo para as próximas leituras do IPCA.

Já a desaceleração gradual da atividade econômica aliada a dados recentes do mercado de trabalho colocam tensão sobre os preços. Além disso, os preços das commodities subiram no início deste ano, o que pode representar um fator a mais de preocupação.

Neste ano, também entrará na conta do termômetro econômico a corrida eleitoral. Em um contexto de inflação recuando, embora não o suficiente para convergir à meta de 3%, os olhos se voltam aos gastos do governo e a perspectiva de uma reforma nas contas públicas em 2027.

No cenário-base da XP, a avaliação é de que o próximo governo “implementará algumas medidas de contenção das despesas”, mas não o suficiente para cobrir o rombo entre dívida pública e PIB. Neste caso, os cortes de juros em 2027 também ficarão limitados. A projeção da XP é de juro em 11% ao fim de 2027.

“Cenários alternativos dependerão da condução da política fiscal a partir de 2027. Caso sequer os ‘ajustes insuficientes’ considerados em nosso cenário-base sejam materializados, o Banco Central provavelmente não encontraria espaço para cortes adicionais de juros no próximo ano. Por outro lado, se for implementado um conjunto mais abrangente de ajustes fiscais, a taxa Selic poderia convergir para o seu nível neutro, que estimamos em torno de 5,5% em termos reais”, avaliam os economistas. As informações são do site Infomoney.

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