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Porto Alegre Furto de fios e cabos em Porto Alegre é tema de reunião no Ministério Público

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Problema tem afetado questões como iluminação e segurança pública. (Foto: Arquivo/PMPA)

Representantes do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) receberam em Porto Alegre, nessa quinta-feira (29), autoridades da segurança pública para tratar do furto de cabos de energia elétrica na capital gaúcha. Trata-se de um prática criminosa que tem se intensificado, provocando quedas no fornecimento de luz, prejuízos econômicos e riscos gerais à população.

Durante a reunião foi defendida a integração entre as instituições e o diálogo com o Poder Judiciário. O grupo também anunciou uma apuração inicial sobre o tema pelo Centro de Apoio Operacional Criminal e de Acolhimento às Vítimas (Caocrim).

O encontro também foi marcado pela presentação de dados que demonstram a gravidade do cenário, especialmente os impactos do crime – impulsionado pela valorização do cobre. Afinal, o problema afeta serviços essenciais como iluminação e segurança pública.

A conversa foi conduzida pela subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Isabel Guarise Barrios, e teve as presenças do titular da Secretaria Municipal de Segurança (SMDeg), Alexandre Aragon, e dos delegados de polícia Rodrigo Bozzetto e Luis Firmino.

Os participantes chamaram a atenção para a necessidade de uma atuação articulada e permanente entre os órgãos de persecução penal, bem como de uma estratégia institucional voltada ao diálogo com o Poder Judiciário. Dentre os objetivos está o de ampliar a sensibilização quanto aos danos coletivos gerados por essas ações criminosas.

Ao final, a subprocuradora-geral reiterou o compromisso do Ministério Público com o enfrentamento do problema, além de informar que o Caocrim reunirá subsídios para orientar futuras medidas:

“O problema não é novo, mas os números trazidos pelos delegados e a preocupação do secretário demonstram que há uma crescente nas ocorrências. O grave impacto social destas ações efetivamente demanda que tomemos providências mais drásticas e uma atuação conjunta, pois isoladamente as instituições não estão logrando êxito em dar a resposta que a sociedade espera”.

Desafio

Em estatística divulgada no ano passado, A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSurb) contabilizou quase 3,5 mil metros de fiação furtados em Porto Alegre ao longo de 2024. Somando-se as ocorrências desde 2021, os prejuízos causados por esse tipo de subtração somavam mais de R$ 250 mil aos cofres públicos.

Erradicar esse problema, assim como o vandalismo, representa atualmente um dos grandes desafios às autoridades. Dentre as estratégias adotadas está o aperto do cerco aos estabelecimentos que atuam de forma clandestina na receptação de materiais furtados.

A Secretaria Municipal de Segurança (SMSeg) tem atuado em parceria com a Brigada Militar e outros órgãos na interdição de ferros-velhos e depósitos de sucata localizados na região do 4º Distrito (Zona Norte), região que concentra a maioria desses estabelecimentos. Os proprietários também têm sido responsabilizados.

O objetivo é coibir a receptação não apenas os materiais furtados, mas também a recptação e comércio irregular de peças automotivos e outros itens. Até porque a atividade muitas vezes “traz a reboque” outras modalidades de crimes.

(Marcello Campos)

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