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Acontece Vice-governador participa de balanço do Banrisul e aponta desafios da Reforma Tributária

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Vice-governador Gabriel Souza destaca a importância do Banrisul para a economia do RS.

Foto: Rodrigo Ziebell / GVG
Vice-governador Gabriel Souza destaca a importância do Banrisul para a economia do RS. (Foto: Rodrigo Ziebell/GVG)

 

Mudança no sistema de impostos redefine a disputa por investimentos e reforça a relevância do Banrisul e do BNDES.

Durante a apresentação do balanço do Banrisul, o vice-governador  Gabriel Souza, destacou que a Reforma Tributária, aprovada em nível nacional, promete ser uma das maiores transformações econômicas das últimas décadas. Seus efeitos vão muito além da simplificação de tributos: alteram a lógica de arrecadação, a competitividade entre estados e a forma como empresas — especialmente do setor agro, responsável por mais de 40% do PIB gaúcho — se relacionam com o fisco.

Transformações corporativas e no agro

Do ponto de vista empresarial, a mudança é profunda. O sistema de Tecnologia da Informação das companhias precisará ser adaptado para lidar com novos mecanismos de recolhimento, como o split payment. Esse modelo, chamado de “pagamento fracionado”, prevê que, no momento em que uma empresa recebe um pagamento de um cliente, o valor do imposto devido já seja automaticamente separado e enviado ao fisco. Isso altera o fluxo de caixa das empresas, que hoje trabalham com datas fixas para recolhimento, e exigirá grande adaptação tecnológica.

No agro, setor estratégico para o Rio Grande do Sul, a transição da tributação da produção para o consumo terá impacto direto na competitividade. O modelo atual, baseado em incentivos fiscais e créditos presumidos, será substituído por um sistema uniforme, sem margem para guerra fiscal entre estados.

Fim da guerra fiscal e nova disputa

A disputa por investimentos não será mais travada por meio de benefícios tributários. Com a uniformização, todos os estados estarão em condições iguais. A nova arena de competição será o orçamento público: quem tiver capacidade de subsidiar juros e oferecer financiamento competitivo atrairá mais empreendimentos.

O Rio Grande do Sul, que fechou 2025 com mais de R$ 92 bilhões em investimentos privados — após o recorde de R$ 100 bilhões em 2024 — precisa manter o equilíbrio fiscal para continuar atraindo capital. Antes da recuperação das contas estaduais, a média anual de investimentos ficava entre R$ 40 e R$ 50 bilhões. O salto recente mostra a força do capital humano, da cultura empreendedora e da vocação para inovação, mas também revela a dependência de instrumentos que deixarão de existir com o fim da guerra fiscal.

Banrisul e do BNDES

O vice-governador ressaltou que, nesse novo cenário, ganham relevância tanto o Banrisul quanto o BNDES.

O Banrisul, como banco estadual, terá papel estratégico na intermediação de crédito local e na adaptação tecnológica ao novo sistema de arrecadação, incluindo o split payment. Sua capacidade de subsidiar juros e apoiar setores estratégicos será decisiva para manter o RS competitivo.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), principal instituição federal de fomento, poderá ser utilizado de forma responsável para financiar projetos de infraestrutura, inovação e desenvolvimento. Alinhado às políticas estaduais, será peça-chave na atração de grandes empreendimentos.

Reconhecimento ao Banrisul

O vice-governador também destacou que o governador Eduardo Leite optou por manter o Banrisul público, decisão considerada estratégica. Segundo ele, o banco foi conduzido por uma diretoria com capacidade técnica e sem ingerência política, o que permitiu alcançar resultados históricos.

Entre os números apresentados, o lucro de R$ 1,6 bilhão em 2025, com crescimento superior a 75% em relação a 2024, foi considerado simbólico, especialmente diante de um cenário adverso, marcado por estiagens, enchentes e juros elevados. O vice-governador lembrou que o Banrisul responde por mais de 40% da poupança dos gaúchos e que sua solidez é fundamental para o desenvolvimento do Estado.

Ele ressaltou ainda que a manutenção do banco público trouxe benefícios diretos: só em dividendos, o Estado recebeu R$ 350 milhões, dos quais R$ 150 milhões foram destinados a subsidiar juros da agricultura, ajudando produtores rurais a renegociar dívidas. “Foi uma decisão correta manter o Banrisul público. Além de dar lucro, o banco fomenta a economia e devolve recursos à sociedade em forma de políticas públicas”, afirmou.

Ao final da entrevista, o vice-governador fez questão de parabenizar a administração do Banrisul pelos resultados recordes, reforçando que o banco público, conduzido com gestão técnica, é peça central para o futuro econômico do Rio Grande do Sul. (Por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)

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