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Brasil Justiça aceita denúncia, e piloto vira réu por homicídio de adolescente no Distrito Federal

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Turra está preso desde o último dia 30. (Foto: Reprodução/ Instagram)

O ex-piloto Pedro Turra, de 19 anos, virou réu após o Tribunal de Justiça do Distrito Federal aceitar nesta sexta-feira, 13, a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Distrito Federal por homicídio doloso pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos. Segundo a acusação, Turra agrediu violentamente a vítima com golpes na cabeça, assumindo o risco de provocar a morte. Rodrigo faleceu 16 dias após o ocorrido.

Em nota, a Defesa de Pedro Turra afirmou que respeita a decisão proferida pela Turma Criminal, mas diverge “de forma técnica e fundamentada” do entendimento adotado, por entender que houve supressão do devido processo legal e de direitos constitucionais.

De acordo com a denúncia, o crime teria sido motivado por uma discussão considerada fútil, iniciada após um cuspe desferido pelo denunciado em Vicente Pires, no Distrito Federal. A promotoria sustenta que Turra, que tem 1,92 metro de altura e porte físico mais avantajado, desceu do carro em que estava e passou a desferir sucessivos socos na cabeça do adolescente. Em um dos golpes, Rodrigo teria sido projetado contra um automóvel, batendo a cabeça.

O Ministério Público afirma ainda que, no celular de Turra, foi encontrado um áudio enviado à namorada no qual ele diz que pessoas estariam querendo bater em um amigo e conclui: “vamos pegar eles”. Para a acusação, a mensagem demonstra a intenção de se dirigir ao local da agressão. No cumprimento de mandado de busca e apreensão, foram localizados uma faca e um soco inglês vinculados ao ex-piloto.

A denúncia também estabelece que Turra deverá pagar R$ 400 mil à família da vítima por danos morais. A defesa da família de Rodrigo sustenta que o soco dado por Turra foi a causa da morte.

Segundo o advogado Albert Halex, a vítima sofreu uma forte pancada no lado esquerdo da cabeça, enquanto o impacto contra o carro teria ocorrido no lado direito. “Se fosse um efeito de bater no carro, a cirurgia teria de ter ocorrido do lado direito”, afirmou o advogado. Ele acrescentou que a família teve acesso ao prontuário médico, cujos dados preliminares, segundo ele, indicam ausência de relação entre a causa do falecimento e o veículo mencionado.

Turra está preso desde o último dia 30. Nessa sexta-feira (13), a 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

“Bronca” em advogado

Na quinta-feira (12), o presidente da 2ª Turma Criminal do TJDFT, desembargador Josaphá Francisco dos Santos, e o relator, desembargador Diaulas Ribeiro, repreenderam o advogado de Pedro Turra por dizer, numa entrevista, que o cliente havia sido preso “por ser branco e de classe média” – dias depois, Eder Fior pediu desculpas pela declaração.

No julgamento novo habeas corpus pedido pela defesa do piloto, que acabou negado, os magistrados criticaram a fala do advogado e defenderam a lisura do trabalho do tribunal.

Numa entrevista ao Metrópoles, Eder Fior afirmou que a imposição de medidas cautelares, como a tornozeleira eletrônica, seriam suficientes para seu cliente e atribuiu a detenção a uma suposta perseguição das autoridades. Josaphá Francisco dos Santos rebateu a declaração como “lamentável”.

“Com todo respeito à entrevista, é uma total desinformação e desconhecimento do tribunal. É lamentável, porque, quem reside no Distrito Federal, sabe da persistência e da lisura desse Tribunal de Justiça”, afirmou o presidente da Corte.

Após a repercussão da declaração, Eder Fior se retratou. Ele escreveu nas redes sociais que a fala havia sido “descontextualizada” e explicou que se referia ao que chamou de “seletividade do sistema e da cobertura pública”, e não a vítimas ou quaisquer grupos vulneráveis.

No julgamento do habeas corpus, o relator Diaulas Ribeiro rebateu o pedido de desculpas.

“O ilustre advogado deu uma entrevista e disse que este tribunal só prendeu este rapaz porque ele é branco e rico. Se ele fosse preto e pobre, estaria solto. Eu decido, com a minha consciência, com os meus mais de 40 anos de vida jurídica neste tribunal. Não tenho nenhuma razão para ficar debatendo esse tipo de acusação. Depois, a minha assessoria passou um pedido de desculpas dele, mas não é daquela forma que se ofende, e não é daquela forma que se pede desculpas”, destacou. (Com informações dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo)

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