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Política Polícia Federal faz buscas para investigar vazamentos de dados da Receita Federal de ministros do Supremo

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Em 2019, o próprio Moraes determinou a suspensão de uma série de investigações fiscais da Receita que atingiam ministros da Corte.

Foto: Luiz Silveira/STF
Em 2019, o próprio Moraes determinou a suspensão de uma série de investigações fiscais da Receita que atingiam ministros da Corte. (Foto: Luiz Silveira/STF)

Por determinação do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (17),  uma operação para investigar o suposto vazamento de informações da Receita Federal de ministros do Supremo  e de seus familiares. A ação foi autorizada pelo próprio STF, após pedido apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A investigação apura o acesso e divulgação irregular de dados fiscais sigilosos de autoridades da Suprema Corte. Também foram determinadas medidas cautelares, como o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes, o monitoramento por tornozeleira eletrônica e a proibição de saída do país.

A investigação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. Em janeiro deste ano, ele determinou a abertura de um procedimento para apurar se houve vazamento de dados sigilosos de ministros da Corte e de seus familiares na Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A abertura do inquérito se deu em meio aos desdobramentos de reportagem que menciona contrato do Banco Master com o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci. Em dezembro, a coluna de Malu Gaspar revelou que, ao longo de três anos, o contrato totalizaria R$ 131,3 milhões.

Antes, o colunista  do jornal O Globo Lauro Jardim havia informado que o contrato de prestação de serviço havia sido apreendido em operação da Polícia Federal.

Também em dezembro, a jornalista Malu Gaspar informou que Moraes procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para fazer pressão em favor do Banco Master.

Ao menos três dos contatos foram por telefone, mas pelo menos uma vez Moraes se encontrou presencialmente com Galípolo para conversar sobre os problemas do banco de Daniel Vorcaro.

Esse não é o primeiro episódio recente em que o STF e a Receita divergem sobre o uso de dados fiscais envolvendo autoridades.

Em 2019, o próprio Moraes determinou a suspensão de uma série de investigações fiscais da Receita que atingiam ministros da Corte e outras autoridades, citando “indícios de desvio de finalidade” no direcionamento das apurações, e afastou temporariamente dois servidores por suspeita de quebra indevida de sigilo.

Na ocasião, o Supremo entendeu que não havia indícios suficientes de irregularidade dos contribuintes para justificar a devassa fiscal promovida pelo órgão.

A decisão de 2019 foi proferida no contexto de um inquérito mais amplo, aberto pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, para apurar fake news e ameaças contra a Corte, e incluiu a determinação de paralisação das apurações que supostamente teriam acessado dados sem os devidos indícios de irregularidade.

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Vanderlei Stefani
17 de fevereiro de 2026 13:03

“Alexandre de Moraes acaba de soltar uma verdadeira bomba que está deixando os delegados “”lavajatistas”” da PF em pânico total! Em plena movimentação de Carnaval, o ministro descobriu uma rede de investigações ilegais que visava cercar o STF e preparar o terreno para um novo golpe em 2026. Moraes não ficou parado e ordenou uma devassa em mais de 80 mil acessos sigilosos da Receita Federal. O cerco fechou: prisões podem acontecer a qualquer momento para quem ousou desafiar a lei nos bastidores. Entenda como o “”Plano T”” e a tentativa de ressuscitar a Lava Jato 2.0 foram colocados em… Leia mais »

Mauro da Fontoura
17 de fevereiro de 2026 12:28

Então é verdade?

Fernando Krause
17 de fevereiro de 2026 11:11

Será que a decisão está ligada às falcatruas e relações espúrias e IMORAIS do banqueiro Ma$$$$$$$$$$ter com as “excelências” da Praça ????

Glaucio dos Santos Brum
17 de fevereiro de 2026 09:50

Não concordo com vazamento de dados, mas menos ainda com certos sigilos que permitem a certos seres humanos que se acham semideuses, fazer o que bem entendem, se blindando contra investigação de qualquer arbitrariedade que possam cometer. Engraçado é que, apesar de tudo que evidentemente cometem, ainda são ovacionados por acéfalos de uma certa ideologia que prima pelo poder e pela corrupção, em vez de pelo bem do país.

Ricardo Vicari Fernandes
17 de fevereiro de 2026 12:06
Responder para  Glaucio dos Santos Brum

Brum, acabo de ser amarelado por comentários muito rápidos. Vaze AQUI!

Adalberto Meneguzzi
17 de fevereiro de 2026 09:41

Os “Intocáveis”!
Só no país líder mundial da corrupção não se pode investigar ministros de STF!!

Vanderlei Ochoa
17 de fevereiro de 2026 08:40

A DIREITA GOLPIDTA não desiste de tentar incriminar ministros do STF.
UM DOS EXEMPLOS é da apoiadora do mito que se meteu em uma enrascada. Tentou cometer crime e se deu mal. Depois ficam alegando perseguição. Como tem marginal nessa direita golpista.

“Em maio de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou por unanimidade a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e o hacker Walter Delgatti Neto pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ocorrida entre o final de 2022 e o início de 2023.”.

Valmir
17 de fevereiro de 2026 08:39

Ao invés de fazerem buscas na casa dos Ministros e nas contas bancárias , o posto continua mijando no cachorro, quem quer expor a merda é investigado.

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