Sábado, 21 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de fevereiro de 2026
As ações de empresas brasileiras que compõem o índice Ibovespa viveram uma montanha-russa nesta sexta-feira (20). Depois de recuar pela manhã, a bolsa brasileira ganhou impulso com a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que anulou as tarifas de Donald Trump. E, assim, superou os 190 mil pontos e encerrou o dia na máxima histórica.
Pela manhã, os números do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre e a inflação medida pelo PCE (o indicador favorito do Federal Reserve, o banco central norte-americano), ambos divulgados na manhã de hoje, foram os destaques — e fizeram as ações brasileiras recuarem.
Até, no início da tarde, os juízes da Suprema Corte americana decidirem derrubar o tarifaço do presidente Donald Trump, considerando as taxas ilegais. O resultado por aqui foi inverter o sinal de variação do Ibovespa para o campo positivo.
Lá fora, a casadinha inflação e PIB dos Estados Unidos recebem atenção especial do mercado. O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) subiu 2,9% no quarto trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior. A expectativa é de que o dado ficasse 0,1 ponto percentual abaixo.
Já o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos avançou 1,4% no quarto trimestre, em ritmo anualizado, segundo a leitura preliminar divulgada pelo Departamento do Comércio. O resultado ficou bem abaixo da projeção de 2,5% dos analistas.
No geral, quando a inflação americana vem acima do esperado, os investidores passam a apostar que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) vai demorar mais para cortar os juros ou manter a taxa elevada por mais tempo. No entanto, a alta de hoje não chega a ser alarmante. Quando lida juntamente com um PIB mais fraco, a ideia de redução da pressão para manter os juros elevados por muito tempo ganha força.
Até aí, o mercado não esperava que o pessimismo fosse reduzido ainda hoje. No começo da tarde, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as amplas tarifas comerciais do presidente Donald Trump, impostas com base em uma lei destinada a situações de emergência nacional, rejeitando uma de suas mais controversas afirmações de autoridade em uma decisão com grandes implicações para a economia global.
“Os mercados estão reagindo positivamente, com uma menor incerteza jurídica e menores custos para as companhias listadas, especialmente as que têm cadeias globais de suprimentos e vendas. As tarifas não resultaram em choques inflacionários em um primeiro momento, mas podem pesar sobre o crescimento”, avalia Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.
Mas antes mesmo da abertura do pregão, os números do desemprego no Brasil foram divulgados. A taxa de desocupação do país no 4° trimestre de 2025 foi de 5,1%. O dado, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , teve uma redução significativa frente ao trimestre anterior (quando foi registrado 5,6%) e recuou 1,1 ponto percentual ante o mesmo trimestre móvel de 2024 (6,2%).
Como se sabe, o Banco Central está sempre de olho nesses dados. Quanto mais aquecido está o mercado de trabalho, mais inflação pode surgir. E nesse cenário, os juros tendem a permanecer elevados, já que a Selic, taxa básica de juros do Brasil, funciona como ferramenta principal do BC para controlar a alta dos preços.
Atualmente, segundo o Termômetro do Copom, ferramenta do Valor Investe que mostra as expectativas dos investidores para os próximos movimentos da autoridade com base nos contratos de opções negociados na bolsa, a expectativa majoritária no mercado é de um corte de 0,5 ponto percentual.
Preferida do fluxo estrangeiro que embala a bolsa brasileira neste início de ano, as ações ordinárias da Vale subiram 2,69%, impulsionadas desde quando a derrubada das tarifas de Trump foi anunciada. Sem o referencial do minério de ferro em Dalian, na China, devido ao feriado do Ano Novo Lunar, o papel da mineradora tem ficado mais volátil, especialmente com desconfianças sobre a demanda da commodity.
Entre as maiores altas do pregão, Azzas 2154 (AZZA3) e Vamos (VAMO3) avançaram 3,34% e 3,79%, respectivamente.
As maiores baixas ficam por conta de Hapvida (HAPV3) e Raízen (RAIZ4), com quedas de 2,41% e 1,61%, respectivamente.%. Com informações do Valor Econômico.
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