Quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Ministro André Mendonça dá 60 dias para a Polícia Federal entregar relatório completo do Banco Master

Compartilhe esta notícia:

Mendonça vai definir se a investigação permanece na corte ou será enviada à primeira instância.

Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Mendonça vai definir se a investigação permanece na corte ou será enviada à primeira instância. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 60 dias para que a Polícia Federal (PF) entregue um relatório completo sobre o Banco Master e aponte as autoridades com foro privilegiado eventualmente envolvidas no esquema. Depois disso, ele vai definir se a investigação permanece na corte ou será enviada à primeira instância.

O prazo foi acordado em reunião realizada nesta segunda-feira (23) entre Mendonça e os investigadores responsáveis pelo caso Master. A corporação detalhou o estágio das apurações, ao passo que o ministro apresentou uma lista de processos vinculados à operação Compliance Zero e seus desdobramentos.

Ao fim da reunião, ficou acertado que a PF vai entregar a Mendonça, em até dois meses, uma análise completa do material apreendido até o momento, incluindo o conteúdo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master e principal investigado da Compliance Zero.

Nas conversas de Vorcaro há menções ao antigo relator do caso, ministro Dias Toffoli. A Folha também mostrou referências a lideranças partidárias e altas autoridades, embora sem evidências de que existisse uma relação direta entre as pessoas e a fabricação de carteiras fraudulentas de crédito consignado.

Ainda assim, devido às citações, a tendência é de que o caso seja mantido no STF, segundo interlocutores de Mendonça ouvidos reservadamente pela Folha. O ministro entende, em um primeiro momento, que as várias frentes de apuração estão intrincadas, o que torna o desmembramento algo não recomendável.

O receio do relator é de que, nas instâncias inferiores, mais pessoas tenham acesso a uma investigação sigilosa, o que pode abrir margem para vazamentos e comprometer o andamento regular das diligências. Desde que assumiu o caso Master, Mendonça tem imposto limites à PF em suas decisões, para evitar possíveis abusos.

O relator determinou, por exemplo, que as informações obtidas nas investigações do Master sejam compartilhadas “apenas e tão somente” com agentes policiais diretamente envolvidos no caso, e que o dever do sigilo profissional deve ser adotado “inclusive em relação aos superiores hierárquicos”.

A decisão foi interpretada por integrantes do STF como um recado de que nem o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, poderia ter conhecimento do que foi ou não localizado no celular de Vorcaro. Auxiliares de Mendonça alegam que esse é um protocolo “antivazamento” adotado pelo ministro em todos os processos penais sob sua relatoria.

Apesar de o ministro ter estabelecido 60 dias para que a PF produza o relatório, prorrogações costumam ser concedidas à corporação se os investigadores pormenorizarem e justificarem a necessidade de mais diligências. Na reunião, no entanto, a corporação se mostrou disposta a concluir os trabalhos no prazo inicial.

Mendonça já havia se reunido com delegados em 13 de fevereiro, um dia depois de ser sorteado como o substituto de Toffoli na relatoria. O antigo relator deixou o processo depois que a PF apontou ao presidente do Supremo, Edson Fachin, uma possível situação de suspeição, devido a ligações com Vorcaro.

Toffoli nega ter recebido dinheiro de Vorcaro ou ter relação de amizade com o banqueiro. Apesar disso, segundo o ministro, ele faz parte do quadro societário da empresa Maridt, que integrou o grupo do resort Tayayá até fevereiro de 2025 e teve cotas vendidas ao fundo Arleen, usado na teia de fraudes do Master. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Arrecadação federal bate recorde histórico e soma R$ 325,8 bilhões em janeiro, maior valor em 32 anos
Venezuela está de braços abertos para quem quiser voltar, diz presidente interina
Deixe seu comentário
Verificação de Email

Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

1 Comentário
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Eloa Guterres
24 de fevereiro de 2026 20:16

O filho da puta do governo, comprou a carteira falida do banco Master, agora vai ferrar todo mundo para pagar roubo desses ladrões!!!

Pode te interessar
1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x