Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de março de 2016
O MPF (Ministério Público Federal) suspeita que as palestras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no exterior, pelas quais costumava receber cerca de 200 mil dólares de empreiteiras do petrolão, tenham sido uma maneira de dissimular o recebimento de vantagens indevidas no esquema de corrupção da Petrobras e compra de apoio político ao governo dele. A força-tarefa da Lava-Jato também lançou suspeita sobre doações feitas pelas mesmas construtoras ao Instituto Lula.
“Considerando os dados colhidos na Lava-Jato, há indícios de prova de que Lula tinha ciência do esquema criminoso engendrado na Petrobras e também de que recebeu, direta e indiretamente, vantagens indevidas decorrentes dessa estrutura delituosa”, afirmou o MP ao pedir a condução coercitiva do ex-presidente petista, realizada na sexta-feira. “Existem indícios consistentes de que o ex-presidente Lula, através de seu círculo familiar, pode ter recebido vantagens indevidas de construtoras envolvidas nos ilícitos perpetrados em desfavor da Petrobras.”
O embasamento da 24 fase da Lava-Jato partiu da movimentação financeira do Instituto Lula e da empresa dele, a LILS Palestras, Eventos e Publicações, da qual é sócio o presidente do instituto, Paulo Okamotto. A Receita Federal e o MP afirmaram que a entidade e a empresa de Lula se misturaram, e que funcionários registrados do instituto trabalhavam para a empresa.
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