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Política CPI investiga se o dono do Banco Master usou empresa da família do ministro Dias Toffoli para lavar dinheiro, diz relator

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CPI do Crime Organizado aprovou a convocação dos dois irmãos do ministro Dias Toffoli (foto), do Supremo, e a quebra de sigilo de empresa. (Foto: Antonio Augusto/STF)

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou nessa quinta-feira (26) que a comissão investiga a hipótese de que uma empresa ligada à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli tenha sido utilizada como mecanismo de lavagem de dinheiro por um grupo criminoso associado ao Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro.

Segundo o parlamentar, a linha de apuração busca identificar possíveis estruturas empresariais usadas para ocultar ou dissimular recursos de origem ilícita. No dia anterior à declaração, a CPI aprovou a convocação de José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli, irmãos do ministro, além da quebra de sigilo da empresa vinculada à família.

“A gente tem convocação dos dois irmãos e quebra de sigilo da empresa. Qual a hipótese investigada? A hipótese é de que a empresa tenha sido utilizada para lavar dinheiro do crime do grupo criminoso Banco Master”, afirmou Vieira em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews.

Também nessa quinta, o relator do chamado Caso Master no STF, ministro André Mendonça, autorizou que os irmãos de Toffoli não compareçam à CPI no Senado Federal. A decisão atendeu a um pedido da defesa, que argumentou junto ao STF que ambos foram convocados na condição de investigados e, por esse motivo, a presença seria facultativa, conforme entendimento consolidado sobre garantias individuais.

Dias Toffoli e os irmãos são sócios da empresa Maridt Participações. A Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, localizado no Paraná, e iniciou, em 2021, a venda de sua participação no empreendimento. A CPI busca esclarecer se houve relação entre essas operações societárias e eventuais movimentações financeiras sob investigação.

A comissão também pretende ouvir os dois irmãos sobre possíveis vínculos com a Reag, gestora de fundos apontada como ligada ao Banco Master. Parlamentares querem compreender a natureza das relações comerciais e financeiras e se houve intermediação de recursos com origem ilícita.

“O ministro Dias Toffoli não é investigado pela CPI. Estamos investigando os mecanismos de lavagem e de infiltração no poder público por parte desse grupo criminoso vinculado ao Banco Master. A hipótese final é corrupção”, afirmou o senador.

Ainda de acordo com o relator, a CPI analisa possíveis ramificações do caso em diferentes esferas. “Corrupção na CVM, eventualmente em outras unidades de fiscalização do poder público e, talvez, hipótese de corrupção no Judiciário”, disse.

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