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Mundo Com polí­ti­cas res­tri­ti­vas de Trump, Estados Unidos per­dem 11 milhões de turis­tas

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Viajantes também enfrentam uma triagem mais rigorosa na fronteira, com o aumento das buscas em dispositivos eletrônicos, algumas resultando em detenções e negação de entrada. (Foto: Daniel Torok/The White House)

Os Estados Unidos foram o único grande destino turístico do mundo a registrar uma queda no número de visitantes estrangeiros, com uma redução de 6% no ano passado, algo em torno de 11 milhões de pessoas, segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), entidade global do setor. E 2026 não começou diferente. Em janeiro, houve queda de 4,8% no total de turistas em relação a janeiro de 2025.

Mesmo visitantes de países vizinhos, como o Canadá, geralmente a segunda maior fonte de viajantes para os Estados Unidos depois do México, caiu 28% em janeiro em comparação com janeiro de 2024. Outros mercados importantes, como a Alemanha e a França, também registraram quedas significativas, enquanto o Reino Unido – o maior mercado emissor de longa distância do setor turístico americano – apresentou um crescimento marginal de 0,5% em comparação com o ano anterior.

“Quando 11 milhões de visitantes internacionais não aparecem, o resultado são bilhões de dólares em perdas econômicas para a indústria de turismo”, disse Erik Hansen, vicepresidente sênior da US Travel Association, associação com empresas que organizam viagens para os Estados Unidos e dentro do país.

O governo do presidente Donald Trump dificultou significativamente a entrada de viajantes nos Estados Unidos, ao proibir a entrada de visitantes de mais de uma dúzia de países e introduzir uma “taxa de integridade de visto” de US$ 250 (por volta de R$ 1,3 mil) para não imigrantes a turismo ou a negócios, com o objetivo de desencorajar a permanência ilegal.

Viajantes também enfrentam uma triagem mais rigorosa na fronteira, com o aumento das buscas em dispositivos eletrônicos, algumas resultando em detenções e negação de entrada.

Cidadãos de países que precisam apenas de uma autorização eletrônica para visitar os EUA podem em breve ser obrigados a fornecer até cinco anos de histórico de mídias sociais para entrar no país; isso poderia resultar em uma perda de até US$ 15,7 bilhões em gastos de turistas, de acordo com o WTTC.

“Essas são as medidas que se esperam da China ou de países do Oriente Médio, não dos Estados Unidos”, disse Felicity Morgan, de 49 anos, auditora britânica que vive entre Amsterdã e Londres, se referindo às detenções em aeroportos relacionadas à análise de redes sociais em busca de conteúdo considerado crítico ao governo ou que represente um risco à segurança nacional.

No mês passado, ela cancelou uma viagem a Miami para o aniversário de 50 anos de uma amiga porque não queria correr o risco de perder dinheiro caso tivesse a entrada negada.

Com os Estados Unidos prestes a sediar a Copa do Mundo da Fifa, em junho, e grandes eventos programados pelo 250º aniversário da Declaração da Independência do país, 2026 tem o potencial de reverter a tendência negativa, disse Hansen.

As projeções iniciais da Oxford Economics, empresa global de consultoria econômica, preveem um crescimento de 3,9% nas viagens internacionais de entrada, um ganho modesto que não compensaria o declínio desde o início do segundo mandato de Trump. “A incerteza política contínua e as ações de fiscalização do governo Trump provavelmente limitarão os ganhos”, afirmou a consultoria.

Com tantos turistas internacionais interessados em visitar a Flórida, o Estado serve como um indicador do fluxo de visitantes estrangeiros. Muitos turistas canadenses, que normalmente vão para lá no inverno, evitaram o destino no ano passado, segundo estimativas estaduais, que apontam para uma queda de 14,7% no número de visitantes do Canadá.

A WestJet, companhia aérea canadense, reduziu os voos de verão (de junho a setembro) para destinos nos EUA, incluindo Orlando, na Flórida, e a Air Transat, com sede em Montreal, anunciou na semana passada que deixará de operar voos para o Estado americano na temporada de verão.

Em uma teleconferência sobre resultados financeiros neste mês, a Disney alertou para “dificuldades na visitação internacional” em seus parques nos Estados Unidos. A empresa se recusou a especificar os motivos para a queda. Chris French, um planejador de viagens da Disney baseado na Flórida, disse que o número de seus clientes que buscam reservar destinos internacionais da Disney em Paris e Tóquio em vez do Walt Disney World triplicou. Muitos desses clientes, segundo ele, são fãs canadenses “que têm um carinho especial pelo parque temático, mas não se imaginam relaxando na Flórida neste momento”. (Com informações do portal Estadão)

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