Terça-feira, 03 de março de 2026
Por Redação O Sul | 2 de março de 2026
O conflito está se espalhando pelo Oriente Médio após o assassinato do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, por ataques de Israel e dos EUA contra a liderança e as forças armadas do país, iniciado no sábado (28). Uma nova frente na guerra começou durante a noite de domingo para essa segunda-feira (2), depois que o Hezbollah – o grupo paramilitar xiita libanês apoiado pelo Irã – disparou mísseis contra a cidade israelense de Haifa.
O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto depois que Israel e os EUA lançaram um ataque de grande escala e contínuo contra a liderança e as forças armadas do Irã.
O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu às forças iranianas que deponham as armas e que o povo iraniano se levante contra o governo.
Na primeira fala pública após o início dos conflitos, o presidente americano não deu previsão para o fim das ofensivas, afirmando que a expectativa inicial de duração do conflito era de quatro a cinco semanas, mas que há “capacidade de ir muito mais longe”.
O Irã respondeu disparando mísseis e drones contra alvos dos EUA e aliados em toda a região, visando Israel, Bahrein, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Arábia Saudita, Chipre e navios que transitam pelo estreito de Ormuz.
Nessa segunda-feira, o Irã afirmou que fechou o Estreito de Ormuz e que “incendiará qualquer um que tentar atravessar”. O local é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo e o ponto de estrangulamento mais vital para o trânsito de petróleo.
Cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo passa pelo estreito.
O grupo paramilitar xiita Hezbollah, apoiado pelo Irã e sediado no Líbano, também entrou na guerra, lançando foguetes contra Israel a partir de suas bases no país. Israel respondeu com ataques contra alvos do Hezbollah no Líbano.
O Crescente Vermelho Iraniano informou que 555 pessoas em 130 locais diferentes haviam sido mortas no Irã até essa segunda-feira. Segundo autoridades iranianas, mais de 150 pessoas, incluindo crianças, foram mortas em um ataque a uma escola no sul do país, perto de uma base da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC, na sigla em inglês).
A conectividade com a internet no Irã foi praticamente restringida e seu espaço aéreo foi fechado.
Nessa segunda-feira (2) o Irã atacou alvos no Catar e na Arábia Saudita.
A QatarEnergy, empresa estatal de energia do Catar, anunciou a suspensão da produção de gás natural liquefeito (GNL) após ataques iranianos a algumas de suas instalações. E o Ministério da Energia da Arábia Saudita informou que houve um “incêndio de pequenas proporções” na refinaria de Ras Tanura, operada pela estatal petrolífera Aramaco.
O comunicado, divulgado pela Agência de Imprensa Saudita, afirma que a refinaria sofreu “danos leves causados por destroços” devido à interceptação de “dois drones nas proximidades da refinaria”.
Na noite de domingo (1), o Hezbollah lançou mísseis contra a cidade israelense de Haifa.
Israel respondeu com um amplo ataque aéreo. Um reduto do Hezbollah nos subúrbios do sul de Beirute foi alvo dos mísseis, assim como áreas próximas ao aeroporto da cidade.
No sul do país, Israel ordenou a evacuação de moradores de mais de 50 vilarejos libaneses, além de realizar ataques aéreos nessas áreas.
A Unidade de Gestão de Desastres do Líbano afirmou que os ataques israelenses em Beirute e no sul do Líbano mataram pelo menos 52 pessoas e deixaram 154 feridas.
Já o Comando Central dos EUA (Centcom) informou que seis militares americanos foram mortos em combate.
O Exército israelense afirmou que mantém uma “campanha ofensiva” contra o Hezbollah que provavelmente durará vários dias, segundo o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir.
“Precisamos nos preparar para vários dias de combate, muitos mesmo. Precisamos de uma forte prontidão defensiva e de um preparo ofensivo contínuo, em ondas.”
Nessa segunda-feira, os ataques iranianos na região continuaram – com relatos de explosões no Bahrein e em Dubai, e fumaça vista perto da embaixada dos EUA no Kuwait.
No Chipre, uma base força aérea do Reino Unido foi atacada por um drone. O presidente do Chipre, Nikos Christodoulides, disse que um “veículo aéreo não tripulado Shahed” colidiu com as instalações militares britânicas em Akrotiri, “causando danos materiais leves”.
Shaheds são drones iranianos. A base está localizada em uma parte do Chipre que é território soberano britânico, formalmente conhecida como Áreas de Soberania Britânica de Akrotiri e Dhekelia. As informações são da BBC News.
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