Sábado, 11 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 31 de março de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta terça-feira (31) o ato de promoção de oficiais-generais do Exército Brasileiro, oficializando a ascensão da então coronel Claudia Lima Gusmão Cacho ao posto de general de brigada. Com a decisão, ela se torna a primeira mulher a alcançar essa patente na história da Força, marco que a coloca entre os oficiais-generais, o nível mais elevado da hierarquia militar.
O ato foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) e atende a uma demanda defendida pelo ministro da Defesa, José Múcio. A promoção integra um conjunto mais amplo de mudanças na cúpula do Exército, que envolvem diferentes níveis da carreira militar.
A escolha de Claudia Gusmão havia sido definida anteriormente, em 24 de fevereiro, após votação secreta do Alto Comando do Exército. O colegiado é composto pelo comandante da Força, general Tomás Miguel Paiva, e pelos generais de quatro estrelas, responsáveis pelas principais decisões estratégicas da instituição.
A oficialização da promoção ocorrerá em cerimônia marcada para a manhã desta quarta-feira (1º), em Brasília. Durante o evento, a nova general receberá a espada e o bastão de comando, símbolos tradicionais de autoridade reservados aos oficiais-generais da ativa.
Além da promoção inédita, o ato presidencial contempla uma série de avanços na carreira militar. Ao todo, 17 coronéis serão promovidos ao posto de general de brigada, 11 generais de brigada ascenderão a general de divisão e dois generais de divisão alcançarão o posto máximo de general de Exército, passando a integrar o Alto Comando.
Natural do Recife (PE), Claudia Gusmão tem 57 anos e é médica pediatra. Casada com o general de divisão Jorge Augusto Ribeiro Cacho, ela é mãe de duas filhas. Sua trajetória no Exército teve início em 1996, quando ingressou como oficial temporária no 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Goiânia.
Posteriormente, foi aprovada na Escola de Saúde do Exército, onde concluiu, em 1998, o Curso de Formação de Oficiais Médicos. A presença feminina nas áreas de saúde das Forças Armadas havia começado pouco antes, com a primeira turma de oficiais médicas, dentistas, farmacêuticas e enfermeiras formada em 1997.
Na época, porém, essas carreiras não permitiam o acesso aos postos mais altos da hierarquia militar. A possibilidade de ascensão ao generalato só foi aberta em 2012, quando o Exército passou a autorizar o ingresso de mulheres nas turmas da linha militar bélica, requisito necessário para alcançar os níveis mais elevados da carreira.
Dados das Forças Armadas indicam que, em 2023, o Exército contava com cerca de 13 mil mulheres, o equivalente a aproximadamente 6% do efetivo total. Na Marinha, a participação feminina era de 11%, enquanto na Aeronáutica chegava a 22%. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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