Sexta-feira, 01 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de abril de 2026
As deputadas Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ) protocolaram nessa quinta-feira (30) requerimento que pede a instalação de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso do Banco Master. Segundo elas, o objetivo da comissão é apurar eventuais irregularidades envolvendo o banco, especialmente em relação à gestão financeira, concessão de crédito, operações suspeitas, possível descumprimento de normas do sistema financeiro nacional e eventuais prejuízos a consumidores e ao interesse público.
As parlamentares reuniram 181 assinaturas de deputados federais e 35 de senadores. São necessárias, no mínimo, 171 assinaturas de deputados federais e 27 de senadores. Segundo elas, de acordo com o regimento interno, a partir das assinaturas, a instauração da CPMI é automática.
Na sessão dessa quinta-feira, que derrubou o veto ao projeto de lei da Dosimetria, a deputada federal Fernanda Melchionna cobrou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que a leitura da instauração seja feita na primeira sessão do Congresso Nacional.
“Nós queremos abrir a caixa-preta do apodrecido sistema financeiro que tem tentáculos profundos na política brasileira. Queremos saber das relações de Vorcaro com Ibaneis, com Claudio Castro, quem financiou o jatinho no qual viajou Nikolas Ferreira, sobre as malas de dinheiro para a campanha de Bolsonaro. Esse escândalo que envolve toda a direita e extrema direita não pode acabar em pizza”, defendeu Melchionna.
Em fevereiro, o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) já havia protocolado um pedido de criação de uma CPI na Câmara dos Deputados para investigar o Banco Master.
Segundo o parlamentar, o requerimento reuniu 201 assinaturas. A proposta prevê a apuração de possíveis irregularidades em operações financeiras da instituição controlada por Daniel Vorcaro, além das negociações para a compra, pelo Banco de Brasília (BRB), de carteiras de crédito vendidas pelo banco.
Ele chegou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a instalação da comissão, mas o relator, ministro Cristiano Zanin, entendeu que não há base jurídica para determinar a instalação da comissão por ordem judicial, citando precedentes do STF que vedam a produção de novas provas em mandados de segurança. As informações são do jornal O Tempo.
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