Quarta-feira, 02 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de maio de 2026
País deixou de acompanhar o avanço global desde os anos 1980 e hoje tem renda per capita abaixo da média mundial
Foto: ABrO brasileiro ficou para trás nos últimos 45 anos. Preso na chamada armadilha da renda média, o País viu o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) per capita global superar, de forma consistente, seu ritmo. Pior: o desempenho econômico recente tem sido insuficiente para reduzir essa diferença. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Entre 1980 e 2025, o PIB per capita global subiu de US$ 3.380,47 para US$ 26.188,94, um aumento de 675%, segundo dados do FMI (Fundo Monetário Internacional). No mesmo período, o Brasil saiu de US$ 4.427,94 para US$ 23.380,98, alta de 428%.
Os números estão calculados em Paridade do Poder de Compra (PPP, na sigla em inglês), o que torna mais justa a comparação entre países e grupos econômicos. Na prática, o indicador mostra que o poder de compra do brasileiro cresceu menos do que o da média mundial nas últimas décadas.
O PIB per capita mostra a média da riqueza disponível por habitantes de um país. No Brasil, o ritmo mais lento em relação a outras nações é reflexo da baixa produtividade, investimentos insuficientes e ambiente de negócios ainda complexo. Junta-se a isso avanços aquém do necessário na área de educação e inovação.
O PIB per capita do mundo é superior ao do Brasil desde 2015, quando o País começou a enfrentar uma dura recessão econômica, que se arrastou até 2016. Naquele biênio, a economia brasileira recuou mais de 3% em cada um dos anos.
“Esse cenário tem a ver com os nossos solavancos, com essa instabilidade econômica que se traduz em períodos de crescimento mais rápido e, depois, períodos de desaceleração e até de recessão”, afirma Alessandra Ribeiro, diretora de macroeconomia e análise setorial de uma consultoria. “Não há uma sustentação do crescimento de maneira contínua.”
De 1980 a 2025, o PIB per capita brasileiro também cresceu menos do que o das economias avançadas — que subiu de US$ 10.327,44 para US$ 74.516,33, um crescimento de 621% — e do que o das economias emergentes, que passou de US$ 1.499,81 para US$ 18.413,23, aumento de 1.128%.
A quebra brasileira
Outro estudo elaborado pelo economista Sergio Vale com outra base de dados, da PWT (Penn World Table), também ajuda a evidenciar o atraso brasileiro em relação ao mundo. Ele identificou uma “quebra” no ritmo de crescimento do Brasil a partir de 1981. “Não conseguimos resgatar aquele ímpeto de crescimento que tínhamos até os anos 1970″, afirma Vale.
O estudo do economista lança luz sobre o crescimento brasileiro em comparação com economias que tinham um desempenho similar até os anos 1980 — e as que apresentavam características mais próximas eram Coreia do Sul, Romênia e Botswana.
Em 2023, o PWT apurou que o PIB per capita do Brasil foi de US$ 18.492. O número é 42% menor do que seria caso o País tivesse acompanhado o ritmo de crescimento dessas nações — a renda média do brasileiro seria US$ 13,4 mil maior e teria alcançado US$ 31,9 mil.
“Não seria uma renda alta — que é de US$ 50 mil, US$ 60 mil para cima —, mas seria uma renda que colocaria o País no limite entre sair da armadilha da renda média e ter uma condição de poder ser considerado um país de renda mais elevada”, afirma o economista.
A década de 1980 é conhecida como a década perdida para o Brasil. O País lidou com problemas no setor externo — incluindo o calote da dívida — e com um quadro de hiperinflação, que foi debelado apenas com o Plano Real, em 1994.
O que chama a atenção é que a diferença entre o PIB per capita atual e o que seria observado sem a ruptura tem crescido ao longo dos anos. Em 1981, quando houve a quebra no ritmo de crescimento do Brasil, essa diferença em relação aos três países similares identificados pelo estudo era de 7,3%. Em pouco tempo, em 1985, subiu para 19,2%.
As causas do atraso brasileiro
De fato, são vários os fatores que explicam a baixa produtividade brasileira. Eles envolvem desde uma economia pouco integrada ao resto do mundo até um ambiente de negócios pouco amigável e caro, além de incentivos econômicos inadequados e baixa qualificação da mão de obra.
Entre 1950 e 1980, o Brasil se beneficiou de um modelo de substituição de importações e da migração de recursos do campo para a indústria, o que ajudou a elevar a produtividade do País à época e, consequentemente, permitiu que a economia brasileira crescesse a taxas mais robustas.
“O problema é que, quando os anos 1980 chegaram, esse modelo tinha se esgotado. O Brasil já não era um País de renda baixa, mas de renda média. Dos anos 1980 para cá, o desafio passou a ser outro: não era mais transferência de recursos nos setores, mas aumentar a produtividade dentro de cada setor”, afirma Fernando Veloso, diretor de Pesquisa do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social.
“A partir dali, o Brasil precisava aumentar principalmente a produtividade no setor de serviços, porque é o mais importante. Hoje, 70% do PIB e do emprego estão concentrados no setor de serviços. Mas os dados setoriais mostram que a produtividade da indústria e do setor de serviços não cresce desde 1995”, acrescenta Veloso.
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O povo brasileiro anda para trás desde 2003, ano em que esta DESGRAÇA de DESgoverno lulopetista PERDULÁRIO chegou ao poder!
A rede Pampa nem disfarça mais
Uma pergunta que não quer calar, porque tem milhões de pessoas que sai desses países tão ricos e vem para o Brasil, inclusive para nos sustenta-los???????
A maioria de imigrantes que vem para o Brasil é oriundo de países miseráveis africanos, além de haitianos, venezuelanos e até de países islâmicos, que também viviam na miséria.
Certamente NINGUÉM de país rico quer viver nesta terra CorruPTa!
Tão ricos? Vem dos mais miseráveis, isso sim!
Não sei da onde essa informação, o que o Brasil tem bastante é refugiados de outros países em crise, não de países ricos. O que pode acontecer é intercâmbio
A jumentolândia lulopetista não entendeu que destes 45 anos, 20 anos foram de governos petistas, que afundaram o pais no “socialismo” para os trouxas acreditarem..
Os piores índices foram nos governos da direita. A direita golpista e entreguista só phode o Brasil e o povo.
Mais uma vez Vandeca com a cloaca no lugar da boca como sempre 🤣🤣🤣🤣
Essa redução de jormada é só para ganhar voto, o Lula quer perpetuar no poder , infelizmente muita gente acredita na conserva dele .
Um país com a baixa produtividade brasileira, baixa escolaridade e ensino deficiente, não poderia jamais pensar em reduzir jornada de trabalho.
A conta chegará em menos de 6 meses, se aprovada essa aberração da diminuição obrigatória da jornada de trabalho!
Principalmente com os milhões de pessoas de outros países que vem para o Brasil, para nos pagarmos água, luz, remédios, vacinas, casas, alimentos, bolsa família e escolas!!!
Vem dos países mais miseráveis, isso sim!
E até gás nos pagamos