Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 13 de março de 2016
Apesar da previsão inicial de que as manifestações seriam maiores do que as anteriores, a cúpula do governo se surpreendeu com a multidão que ocupou as ruas em todo o País no domingo. Na comparação com as mobilizações realizadas desde o início do segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff, em 2015, o protesto bateu recorde de público.
O governo teme que a repercussão dos atos fortaleça o processo de impeachment de Dilma, que deve ser retomado pelo Congresso Nacional ainda nesta semana. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já avisou a parlamentares que a Casa retomará o processo assim que o STF (Supremo Tribunal Federal) concluir o julgamento sobre o rito do impedimento, previsto para quarta-feira.
Surpresa
O Palácio do Planalto já previa que os atos de domingo seriam mais expressivos que os três últimos, em um contexto influenciado pelo impacto da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e da condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Polícia Federal.
Uma das maiores preocupações de Dilma, agora, é o esfacelamento da base aliada no Congresso, depois do “aviso prévio” do PMDB. Em convenção nacional, no sábado, o partido definiu prazo de 30 dias para discutir o desembarque oficial da gestão petista e a entrega de cargos. Em conversas reservadas, interlocutores de Dilma dizem que é preciso um pacto nacional para sair da crise, mas ainda não conseguem definir os próximos passos. (AG)
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