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Rio Grande do Sul Equipe do Ministério Público gaúcho colabora na apreensão de adolescente que preparava atentado no Leste Europeu

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Núcleo gaúcho identificou risco ao monitorar casos de radicalização em ambientes digitais. (Foto: Freepik)

Por meio de seu Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE), o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) atuou em cooperação internacional que pemitiu a apreensão de um adolescente do Leste Europeu que preparava um atentado. A investigação envolveu o compartilhamento de informações com a Polícia Federal (PF) e agência policial da União Europeia (Europol).

A situação foi descoberta a partir do monitoramento, pela equipe gaúcha, de processos de radicalização em ambientes digitais. Seus integrantes se infiltraram em grupos online para acompanhar a comunicação entre jovens extremistas, estratégia que levou à identificação de indícios da preparação de uma ação violenta prestes a ser cometida no Exterior.

Análises de dados, conteúdos e padrões de comportamento acabaram levarando à localização exata do suspeito e à emissão de um alerta de risco às autoridades internacionais. O adolescente já se encontrava em fase avançada de preparação de um ataque extremista em local público (não informado pelo MPRS, assim como a nacionalidade do garoto), com transmissão ao vivo pela internet.

Ele inclusive havia adquirido equipamentos como indumentária militar e capacete com câmera acoplada, além de dispositivos de choque e spray de pimenta. Também já esquematizara estratégia e meios para deslocamento e fuga após o atentado, o que reforçou a urgência da intervenção com ajuda estrangeira.

Além-fronteiras

De acordo com o procurador de Justiça Fábio Costa Pereira, coordenador do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema, a atuação do Ministério Público do Rio Grande do Sul demonstra que os fenômenos investigados pela equipe ultrapassam fronteiras, em uma verdadeira corrida contra o tempo:

“No ambiente digital não existem barreiras geográficas. A cooperação entre instituições é essencial para prevenir atos graves, independentemente de onde sejam planejados. Quando identificamos um risco concreto, trabalhamos para que a informação chegue rapidamente a quem pode agir”.

Também integrante do NUPVE, o promotor Leonardo Rossi ressalta a agilidade no compartilhamento de dados como determinante para o desfecho do caso: “Trata-se de um trabalho técnico e integrado, que depende da articulação entre diferentes órgãos e países”.

Somente nos últimos dois anos, o núcleo atuou em mais de 800 casos relacionados a prevenção da violência extrema envolvendo adolescentes (faixa etária que no Brasil, pela legislação, vai dos 12 aos 18 anos incompletos). A lista inclui seis possíveis ataques evitados em 2026, cinco dos quais no Rio Grande do Sul e o outro no Exterior. Mais informações e imagens podem ser conferidas no site mprs.mp.rs.

(Marcello Campos)

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