Sábado, 20 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 15 de março de 2016
O ex-deputado e ex-presidente do PP, Pedro Corrêa, assinou acordo de colaboração premiada com o MPF (Ministério Público Federal) em Curitiba. Ele formalizou a delação na semana passada e prestará os depoimentos a procuradores da força-tarefa da operação Lava-Jato. A delação ainda precisa ser homologada pela Justiça.
Corrêa é o segundo político que decide entregar o que sabe em troca de possível redução de pena. O primeiro foi o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que firmou acordo com a PGR (Procuradoria Geral da República). Na delação de Delcídio, o senador fez acusações ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à presidenta Dilma Rousseff.
Na delação premiada de Pedro Corrêa, o ex-deputado revelou alguns dos supostos crimes e personagens envolvidos nas irregularidades investigadas pela operação Lava-Jato. Corrêa relatou encontros com Lula. Segundo o político, Lula dizia que Paulo Roberto Costa estava atendendo bem o PT.
Na delação, Corrêa também citou interferência direta de Lula na Petrobras. Ele informou que, entre 2010 e 2011, foi com ex-deputado do PP João Pizzolati ao escritório de advocacia de Luiz Eduardo Greenhalgh, petista próximo a Lula. Lá, eles teriam encontrado Marcos Valério e mais um empresário que Corrêa não recorda o nome. (AG)
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