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Rio Grande do Sul Sinal de recuperação: vendas de março no varejo do RS crescem quase 9%

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Expectativa em era de alta de 0,3% na comparação mensal e de avanço de 2,35% sobre um ano antes. (Foto: Freepik)

O segmento varejista do Rio Grande do Sul acumulou vendas de R$ 23,4 bilhões em março, montante 8,6% superior ao registrado em igual período no ano passado e também o melhor desempenho desde o início de 2026. É o que aponta novo relatório da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), divulgado nessa quarta-feira (20) no portal estado.rs.gov.br.

De acordo com o documento, indicadores demonstram que a atividade (que tem nas lojas e supermercados seus modelos mais clássicos) apresenta, desde novembro, maior estabilidade no ritmo de crescimento da comercialização, com forte avanço no tercero mês do ano. E isso pode sinalizar uma possível curva de alta.

Já o acumulado de 12 meses até março é de 2,2%. Na análise segmentada, o maior crescimento ocorreu no nicho de móveis: 17,4%, com acréscimo de R$ 663 milhões em comparação ao período correspondente em 2025. Já o químico, impulsionado especialmente pelas vendas de medicamentos, teve expansão de 8,6%, resultado do incremento de R$ 1,6 bilhão.

“A produção e venda de móveis foi muito demandada no período pós-enchentes”, mancionou o auditor-fiscal Michel Câmarada, da Receita Estadual , durante reunião com transmissão online dos dados. “Já o varejo de medicamentos vendeu 8,8% a mais, puxando o desempenho positivo da própria atividade.”

Retomada

Economista-chefe da Federação do Comércio de Bens e de Serviços (Fecomercio), Patrícia Palermo cita que março é marcado pela retomada do consumo após janeiro e fevereiro com tendência de redução de despesas devido à ausência de receitas extras (como o 13º salário), além de gastos típicos da época, como IPVA, IPTU e faturas de cartão de crédito das compras de dezembro:

“Em março costuma haver elevação das vendas, mas o crescimento relativo ao mesmo mês é uma excelente notícia. Há que se considerar também esse resultado como reflexo dos efeitos da desoneração do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, aumento do salário mínimo e o crédito consignado do trabalhador ganhando muita força”.

(Marcello Campos)

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