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Saúde Pedras na vesícula podem evoluir para quadro grave e exigir cirurgia de urgência; entenda

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O diagnóstico precoce evita a evolução para quadros mais graves. (Foto: Reprodução)

Não são só as pedras no rim: pedras na vesícula podem ser graves e evoluírem para um quadro que exija cirurgia de urgência. No caso, se não identificada e tratada, a formação de cristais sólidos na região podem causar colecistite aguda, a inflamação da vesícula biliar. A doença é mais comum em mulheres acima de 40 anos, mas também atinge outros públicos.

O cirurgião geral e do aparelho digestivo André Augusto Pinto, da Clínica Gastro ABC, explica que essas pedras podem bloquear a saída da bile (líquido produzido pelo fígado que auxilia na digestão), causando seu acúmulo na vesícula e iniciando o processo inflamatório.

Mas como identificar? Os sintomas mais frequentes, como pontua, incluem dor intensa no lado direito do abdômen, náuseas, vômitos, febre e desconforto após a ingestão de alimentos gordurosos. Em casos mais avançados, podem surgir sinais como pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. O diagnóstico é feito por meio de ultrassonografia abdominal, um exame simples e não invasivo associado à avaliação clínica e a exames laboratoriais.

O perigo é que o quadro pode progredir rapidamente. “Sem tratamento, a inflamação pode se agravar, levando a infecção, rompimento da vesícula e até infecções graves no abdômen”, explica o especialista.

Como prevenir? É importante manter uma alimentação equilibrada, com menos gordura e mais fibras. Isso ajuda a reduzir o risco de formação de cálculos. Mas as causas são múltiplas – o médico alerta, por exemplo, que processos de emagrecimento rápido, como por cirurgia bariátrica ou uso de medicações, podem favorecer a formação de pedras na vesícula.

O segredo é ficar atento aos sintomas para identificar o cálculo o quanto antes, se for o caso. “Mesmo sintomas leves, como desconforto após consumir alimentos gordurosos, já merecem atenção. O diagnóstico precoce evita a evolução para quadros mais graves, como a colecistite aguda”, complementa André Augusto Pinto.

Mais comum em mulheres

O gastrocirurgião Alvaro Faria explica à reportagem que há cinco fatores de maior chance de desenvolvimento de pedra na vesícula. São os “cinco Fs”, em termos em inglês, como elenca:

– Female (mais comum em mulheres);

– Forty (próximo dos 40 anos de idade);

– Family (carga genética e hereditária, sendo a história familiar relevante para o desenvolvimento da doença);

– Fat (pessoas obesas têm mais risco de desenvolver cálculos);

– Fertile (comum em idade fértil e gestantes).

A vesícula biliar tem a função de armazenar a bile produzida no fígado, principalmente feita de sais de colesterol, e que serve como um “detergente” para digerir alimentos gordurosos. A vesícula serve como uma “reserva” desse detergente, contraindo após a alimentação e liberando a bile para o sistema digestivo, explica o gastrocirurgião.

“Pode parecer complicado, mas não é: o excesso de saturação de colesterol ocorre quando temos muitos sais de colesterol, que não conseguem se diluir, como se colocássemos muito açúcar dentro de um copo com água. Se aumentarmos muito a quantidade de açúcar no copo com água, ele vai ficar concentrado e não vai se dissolver. Quando ocorre na vesícula biliar, esse excesso de sais biliares cristaliza, formando os cálculos”, exemplifica. As informações são do portal de notícias Terra.

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