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Economia Diretor do Banco Central defende nova lei para liquidação e intervenção em instituições financeiras, após a fraude do Banco Master

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Desde 18 de novembro de 2025, quando o banco Master foi liquidado extrajudicialmente, o BC encerrou outras 12 instituições. (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton Aquino, disse nessa quinta-feira (21) que o momento atual é o propício para convencer o Congresso Nacional a mudar a lei que dá os parâmetros para intervenção e liquidação extrajudicial de instituições financeiras. Aquino não citou diretamente os casos o Banco Master, mas mencionou outras instituições, como a Fictor e o Will Bank.

Desde 18 de novembro de 2025, quando o banco foi liquidado extrajudicialmente, o BC encerrou outras 12 instituições, sendo a última há menos de um mês. Na terça-feira, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que o número de 13 instituições financeiras liquidadas neste curto período de tempo é um recorde para a autoridade monetária.

Aquino disse que momentos de estresse levam a “uma reflexão de todos os atores”.

“Fico me perguntando se não é o momento para fazer uma reflexão sobre todos os atores para saber se a gente precisa ou não de um avanço”, disse ele, em evento em Brasília.

O projeto de lei que trata que cria novas regras para a chamada resolução bancária está parado na Câmara dos Deputados. O tema chegou a receber um relatório e o projeto foi pautado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Por outro lado, parlamentares do PT apresentaram queixas sobre a possibilidade de empréstimos e capitalização da União em bancos em crise.

Para o diretor do Banco Central, não é fácil conviver com as críticas acerca da estabilidade do sistema financeiro. Segundo ele, “o banqueiro quebra a instituição” e cabe à autoridade monetária conter os danos do processo, acompanhar e aplicar as medidas para diminuir os impactos para a sociedade.

“Toda liquidação passa um papel de incompetência do supervisor, de muita crítica da sociedade, mesmo que seja ter um sistema financeiro de R$ 18 trilhões e seja uma instituição (que represente) 0,5% (do sistema), da terceira divisão, cria uma comoção nacional”, disse. “Precisamos sempre buscar o menor custo, dar direito para a instituição aumentar capital, procurar um novo controlador e ter saída organizada, mas, muitas vezes, você não consegue.”

O diretor do BC ressaltou ainda o crescimento do número de novas instituições financeiras, num momento de queda de servidores na área que supervisiona essas empresas. A área, afirmou, tinha mil servidores anteriormente e passou a ter 600 atualmente. Além disso, a média de idade é de 52 anos. As informações são do jornal O Globo.

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