Sábado, 23 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de maio de 2026
Faltam três semanas para começar a Copa do Mundo, e nunca foi tão caro estar nas arquibancadas para ver os jogos. Pela primeira vez, a Fifa adotou o sistema dinâmico na venda de ingressos: quanto maior a demanda, maior o preço do ingresso.
Os valores de vários jogos explodiram ao longo dos últimos meses. Espanha x Uruguai, por exemplo, o ingresso mais barato passou do equivalente a R$ 600 para R$ 1.575. O mais caro da final agora está custando cerca de R$ 55 mil.
Os torcedores ainda enfrentam outros preços inflacionados. O exemplo mais polêmico está no transporte público. É simples ir do Centro de Nova York até o principal estádio da Copa do Mundo, o Nova York/Nova Jersey, que vai receber oito jogos – entre eles, a estreia do Brasil e a final no dia 19 de julho. A melhor opção é ir de trem, uma viagem rápida. Normalmente, o bilhete de ida e volta custa R$ 64. O problema é que essa mesma viagem durante a Copa do Mundo vai custar oito vezes mais: US$ 105, o equivalente a cerca de R$ 525 só para poder ir para o jogo.
“A nossa viagem até o estádio – olha só ele aqui, ó – durou só 15 minutinhos. Esse preço inflacionado fez muitos torcedores na internet cogitarem vir a pé para cá. Mas isso também é muito difícil. O estádio é todo cercado por estradas, é perigoso andar a pé por aqui. Também vai ser possível ir de ônibus por cerca de R$ 100. Mas apenas 18 mil passagens por jogo estão disponíveis nesse serviço”, conta o correspondente Guilherme Pereira.
A Fifa afirmou que o sistema de preço dinâmico segue o padrão do mercado americano e que reinveste 90% da arrecadação da Copa no desenvolvimento do futebol mundial.
Inovação
Em outra frente, a Copa do Mundo de 2026 terá uma inovação voltada para torcedores autistas. Durante todos os jogos da competição, em todos os estádios, estará disponível uma sala sensorial equipada com iluminação reduzida, ruído diminuído, assentos confortáveis, recursos táteis e televisores especiais exibindo conteúdo visual relaxante.
A iniciativa é uma parceria com a KultureCity e a Hisense, que oferece a tecnologia das telas que possuem imagens nítidas e equilibradas, projetadas para promover o relaxamento e a regulação sensorial. Pessoas que sofrem de sobrecarga sensorial – incluindo indivíduos com autismo, transtorno de estresse pós-traumático, demência, ansiedade e outras condições – poderão acessar os ambientes.
Além disso, também estarão disponíveis nos pontos de informação para torcedores sacolas sensoriais transparentes, para uso dentro e fora dos estádios. A Fifa não detalhou o conteúdo das sacolas.
A parceria entre a KultureCity e a Fifa inclui a presença de “histórias sociais” para os estádios em vários idiomas, que permitirão que indivíduos e famílias compreendam melhor o que esperar no dia do jogo, além do fornecimento de ingressos gratuitos para os jogos em cada cidade anfitriã a famílias com necessidades sensoriais que, de outra forma, não poderiam comparecer.
“Para os fãs que sofrem de sobrecarga sensorial, a intensidade dos eventos esportivos ao vivo — incluindo a alta energia da multidão, os gritos repentinos e o movimento constante — pode tornar a experiência avassaladora ou inacessível”, diz o comunicado da Fifa.
A Copa do Mundo de 2026 contará com 104 partidas em 16 cidades-sede ao longo de 39 dias, começando na Cidade do México em 11 de junho.
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