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Política Desde Collor até Banco Master: parece não ter fim a sucessão de escândalos políticos no Brasil

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No caso específico do Banco Master, a avaliação apresentada  é que a investigação envolve atores de diferentes esferas institucionais, o que torna o tema delicado para campanhas eleitorais. (Foto: Divulgação)

A sucessão de escândalos políticos nas últimas décadas parece ter produzido um efeito colateral no eleitorado brasileiro: a perda do impacto de novas denúncias. Mesmo casos que envolvem grandes cifras e diferentes esferas de poder já não provocam o mesmo choque na opinião pública, segundo analistas.

O diagnóstico surgiu durante a análise das repercussões do caso envolvendo o Banco Master, que mobiliza investigações e debates no Congresso e no Judiciário. Para o cientista político Renato Dolci, a reação do público às denúncias revela uma espécie de fadiga política acumulada após anos de sucessivas crises.

“Quando a pesquisa mostra que as pessoas dizem que ‘todos estão envolvidos’, para mim o que aparece ali é um sinal de cansaço. É como se o eleitor estivesse dizendo: não tem novidade nisso, já vimos esse filme muitas vezes”, afirmou.

Segundo ele, a repetição de grandes operações e escândalos ao longo da história recente do país acabou reduzindo o poder de mobilização política dessas revelações.

“Quando falamos de corrupção, ela já não choca mais tanto quanto antes. Talvez para quem acompanha política mais de perto isso continue sendo impactante, mas para boa parte do público virou algo que parece fazer parte da paisagem”, disse.

No caso específico do Banco Master, a avaliação apresentada  é que a investigação envolve atores de diferentes esferas institucionais, o que torna o tema delicado para campanhas eleitorais.

Para Dolci, o escândalo tem potencial político elevado, mas, ao mesmo tempo pode atingir diversos campos da política, o que tende a gerar cautela entre partidos e candidatos.

“Eu sempre digo que o caso Banco Master é um caso de Estado, não é um caso de um poder específico. De alguma forma todos os poderes acabaram aparecendo nessa história”, afirmou.

Essa característica amplia o risco de desgaste generalizado e reduz o incentivo para que campanhas explorem o assunto diretamente durante a disputa eleitoral.

Outro elemento que ajuda a explicar a perda de impacto político do caso é a forma como a discussão tem circulado nas redes sociais. Segundo Dolci, parte relevante da repercussão do caso se deslocou do debate institucional para conteúdos de entretenimento e memes.

“Quando analisamos o engajamento nas redes, as mensagens privadas de Vorcaro engajam quatro vezes mais do que qualquer discussão sobre o escândalo em si”, disse.

Na prática, o foco do debate público acaba se deslocando da investigação para episódios periféricos, transformando o caso em um fenômeno de viralização digital.

“Essas mensagens acabam transformando a história quase em uma narrativa de internet, uma espécie de novela. E isso suaviza o caso do ponto de vista político”, afirmou.

Parao analista, esse processo ilustra uma mudança mais ampla no comportamento político do eleitor brasileiro: escândalos continuam gerando repercussão, mas cada vez menos se convertem automaticamente em capital eleitoral ou em grandes rupturas no cenário político. (Com informações do portal InfoMoney)

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Vitor
1 de junho de 2026 09:45

Pois é: e isso INDEPENDE de QUEM está no poder… por isso eu sempre falo: FALHAMOS como nação, como país… e tem BABACAS que ENDEUSAM Lula, Bolsonaro, etc… CHEGA! Nossa estrutura política está tão PODRE que, SE um cidadão quiser ser um politico 100% HONESTO, ele não passa de VEREADOR (e olhe lá)!

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