Quarta-feira, 03 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 3 de junho de 2026
A inadimplência nos pagamentos de aluguel residencial no Rio Grande do Sul chegou a 5,9% em maio. Conforme levantamento realizado pela empresa Loft de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias, houve leve alta sobre os 5,8% registrados em março e abril. O parâmetro são atrasos superiores a 15 dias, em um universo de 500 mil contratos da modalidade.
Mas o índice continua abaixo do observado durante a maior parte do ano passado. Gerente de dados da Loft, Fábio Takahashi ressalta: “A inadimplência subiu mas o Estado permanece em patamar mais controlado que em 2025. Além disso, há expectativa de melhora gradual da renda e nas renegociações de dívidas das famílias, impulsionadas por programas federais como o ‘Desenrola’ e pela resiliência do mercado de trabalho.”
Ainda conforme Takahashi, fatores como inflação mais moderada e reajustes salariais ajudam a evitar uma deterioração mais intensa da inadimplência. E isso vale mesmo em um ambiente de juros elevados.
O pico da inadimplência no Rio Grande do Sul ocorreu em setembro do ano passado: 7,3%. Desde então, o Estado apresentou trajetória de desaceleração até abril passado, conforme detalhado na lista.
– Janeiro: 6,5%.
– Fevereiro: 6,2%.
– Março: 5,8%.
– Abril: 5,8%.
– Maio: 5,9%.
Contexto nacional
Enquanto o Rio Grande do Sul registrou inadimplência de 5,9% em maio (terceiro lugar dentre os Estados), a média nacional ficou em 5,8%. Já na Região Sul (que inclui Santa Catarina e Paraná) o índice foi de 5,5%. Apesar da piora recente, os índices nacionais seguem abaixo dos picos observados em 2024 e 2025. Confira, a seguir, as sete unidades federativas com maior índice.
– Minas Gerais: 6,7%.
– São Paulo: 6%.
– Rio Grande do Sul: 5,9%.
– Santa Catarina: 5,5%.
– Paraná: 5,1%.
– Espírito Santo: 4,7%.
– Rio de Janeiro: 4,3%.
(Marcello Campos)
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