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Política Governo federal não vê chance de Trump mudar a classificação de terrorismo dos grupos criminosos PCC e CV

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Medida do governo de Donald Trump (foto) deve vale a partir desta sexta-feira (5), mas governo brasileiro avalia que não haverá efeitos imediatos. (Foto: The White House)

O governo brasileiro não vê possibilidade de um recuo dos Estados Unidos após a classificação das facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. A avaliação do Planalto é que a decisão estadunidense deve passar a valer a partir desta sexta-feira (5), mas sem prejuízos à economia brasileira a curto prazo.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou em 28 de maio a classificação do Comando Vermelho e do PCC como “Terroristas Globais Especialmente Designados”.

O comunicado, assinado pelo secretário Marco Rubio, também afirma que os EUA pretendem designar os dois grupos criminosos como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir desta sexta.

“O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros”, destaca o texto.

“Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e para dentro do nosso país”, adiciona.

O Planalto, porém, não prevê impactos imediatos com a entrada em vigor da decisão.

Apesar da classificação ter sido assinada por Marco Rubio, considerado um “latino-americano frustrado” pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nos bastidores, auxiliares do petista mudaram o tom e avaliam agora que a deliberação estadunidense teve o aval do presidente Donald Trump.

Lula confirmou na quarta-feira (3) sua ida ao G7, que ocorrerá na França entre os dias 15 e 17 deste mês. A viagem abre espaço para uma eventual reunião bilateral com Trump após a nova proposta de tarifas aos produtos brasileiros e a classificação das facções como organizações terroristas.

O Brasil participará do encontro que reúne as sete maiores economias do mundo a convite da França. Essa será a décima vez que o país participa do G7. Além da possibilidade de reunião com Trump, auxiliares do presidente veem como uma oportunidade Lula voltar a defender a soberania em um fórum mundial.

O governo brasileiro, contudo, diz que ainda não há tratativas para uma reunião entre os dois presidentes e que depende da agenda em meio às discussões do G7. No mês passado, a Casa Branca informou que Trump irá à França para falar sobre inteligência artificial, comércio e combate ao crime.

Auxiliares do presidente ainda estão estudando o envio de uma carta ou telefonema de Lula a Trump. Antes disso, entretanto, o governo segue apostando nas tratativas em nível técnico. A data-limite é 15 de julho, quando as tarifas propostas pelo USTR têm prazo para começar a ser aplicadas.

Todavia, integrantes do Executivo acreditam que o grupo de trabalho criado para discutir o tema pode evitar a sobretaxa de 25%. (Com informações da CNN Brasil)

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