Sábado, 06 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 6 de junho de 2026
Irritados com o que chamam de fogo amigo por parte do Partido dos Trabalhadores (PT), dirigentes da cúpula do PSB dizem já descartar o apoio a um nome petista à Presidência no pós-Lula, a partir das eleições de 2030. A avaliação é de que o apoio ao presidente Lula é necessário por ser o mais competitivo para derrotar a extrema-direita, e porque o petista “tem estrela”, por toda a sua trajetória política, mas que o cenário sem Lula abre caminho para que o PSB lance quadros próprios nacionalmente.
A prova de fogo para os socialistas vai ser o número de deputados federais que vão eleger no pleito de outubro. O partido prevê um crescimento dos atuais 17 para cerca de 30 deputados, o que poderia alçá-lo à oitava ou nona maior bancada parlamentar da Câmara.
Parte do PSB não engole o tratamento que Lula vem dando ao ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França. Lembram que, em 2022, ele retirou a candidatura ao governo de São Paulo para anunciar apoio a Fernando Haddad, numa negociação costurada pelo petista.
O PT segue deixando França em banho-maria, já que o ex-ministro quer ser candidato ao Senado, mas Lula prefere que ele seja vice de Haddad. O martelo ainda não foi batido, mas o PSB avalia que Lula tem maltratado quadros leais a ele em legendas aliadas.
Os socialistas também se irritaram com as articulações envolvendo o vice-presidente Geraldo Alckmin. A cúpula do PSB afirma que o MDB só não pegou o lugar de vice de Lula “porque não quis”, movimento considerado “desrespeitoso” com Alckmin, outro que sempre se mostrou leal a Lula. (Com informações da Coluna do Estadão/O Estado de S. Paulo)
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