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Agro Senado aprova renegociação de dívidas de produtores rurais; governo é contra e vê projeto como pauta-bomba

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Segundo estimativas preliminares da equipe econômica, o universo de operações que poderá ser contemplado pelo programa chega a aproximadamente R$ 200 bilhões.

Foto: Freepik
Segundo estimativas preliminares da equipe econômica, o universo de operações que poderá ser contemplado pelo programa chega a aproximadamente R$ 200 bilhões. (Foto: Freepik)

O Senado aprovou nessa quarta-feira (10) o projeto de lei que cria uma linha especial de financiamento para a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos adversos e dificuldades econômicas. A proposta, apelidada de “Refis do Agro”, foi construída após meses de negociações entre parlamentares, representantes do agronegócio e integrantes do governo federal.

O texto busca oferecer condições especiais para produtores que enfrentaram prejuízos causados por secas, enchentes, geadas e quebras de safra registradas em diferentes regiões do país nos últimos anos. A medida beneficia agricultores que acumularam dificuldades financeiras entre 2019 e 2025 em decorrência de perdas climáticas e econômicas.

Durante a votação, senadores defenderam a iniciativa como uma forma de preservar a capacidade produtiva do setor agropecuário e evitar o agravamento do endividamento rural. A proposta recebeu amplo apoio da bancada ruralista, que argumenta que os eventos climáticos extremos têm comprometido a renda dos produtores e dificultado o cumprimento de financiamentos contratados nos últimos anos.

Apesar de participar das negociações, o governo federal demonstrou preocupação com os possíveis impactos fiscais da medida. Após a aprovação do projeto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Executivo é favorável ao apoio aos produtores afetados por adversidades climáticas, mas considera necessário avaliar os custos envolvidos.

Segundo estimativas preliminares da equipe econômica, o universo de operações que poderá ser contemplado pelo programa chega a aproximadamente R$ 200 bilhões. Considerando os mecanismos previstos no texto, o custo potencial para o Tesouro Nacional poderia alcançar cerca de R$ 140 bilhões ao longo dos próximos anos.

“Ainda não temos o texto final, mas a estimativa que eu tenho é que, conforme o texto estava sendo elaborado no Senado, isso abrange um universo de R$ 200 bilhões em operações, cujo custo para o Tesouro ficou em 70%, o que dá algo em torno de R$ 140 bilhões para o Tesouro Nacional nos próximos anos”, afirmou Durigan após a votação.

O ministro informou que discutiu o tema com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e alertou para as preocupações da equipe econômica em relação ao impacto da proposta sobre as contas públicas.

Na avaliação do Ministério da Fazenda, o custo estimado é elevado e precisa ser reavaliado durante a tramitação na Câmara dos Deputados. Durigan afirmou que o governo poderá analisar a possibilidade de veto a trechos do projeto e, em último caso, recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), caso entenda que a proposta compromete o equilíbrio fiscal.

Outro ponto levantado pelo governo é o risco de redução da oferta de crédito rural. Segundo o ministro, medidas que ampliem excessivamente os custos do sistema podem levar instituições financeiras a restringir a concessão de novos financiamentos ao setor agropecuário.

“O que temos alertado é que pode haver restrição de crédito por parte dos bancos, prejudicando os agricultores. Todo mundo tem que ter responsabilidade fiscal”, afirmou.

A proposta aprovada pelo Senado prevê a criação de uma linha especial de refinanciamento para produtores rurais afetados por perdas climáticas e dificuldades econômicas entre 2019 e 2025. O texto mantém o Fundo Social do Pré-Sal e outros fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda como fontes de recursos para a operação.

Agora, o projeto segue para análise da Câmara dos Deputados. Enquanto entidades do agronegócio defendem a aprovação da medida como uma forma de garantir a recuperação financeira dos produtores, o governo busca ajustes que reduzam o impacto fiscal estimado pela equipe econômica.

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vanderlei stefani
11 de junho de 2026 15:54

O Senado diz que precisa de cautela para votar a PEC que acaba com a escala 6×1, alegando impacto econômico. Mas a prudência some quando o beneficiado não é o trabalhador. A mesma Casa aprovou, em tempo recorde, uma renegociação de dívidas que favorece sobretudo grandes produtores rurais, com impacto de R$ 140 bilhões.

vanderlei stefani
11 de junho de 2026 12:23

Trocar a Hilux pela Dodge Ram kkkkkkkk

Eloa Gute
11 de junho de 2026 12:09

Tem alguma coisa errada nesse agro, são plantados quase 9.mil hequitares lá em Camaquã, arroz e soja, ninguém deve nada para o governo e nem tiveram problemas com nada, mas essa gente vivem se queixando de falta de dinheiro, pena, que não posso falar a propriedade, mas tem coisa errada nesse Agro!!! Nos não devemos nada para governo nenhum!!!

Glaucio dos Santos Brum
11 de junho de 2026 09:14

Engraçado um governo perdulário criar linhas de financiamento para quase tudo quando lhe convém, mas para o produtor que perdeu a safra devido às condições climáticas, vir com discurso de que isso irá gerar prejuízo aos cofres públicos. Não seriam os escândalos de corrupção, como o déficit histórico dos correios, o golpe nos aposentados pelo INSS, luxos e viagens glamourosas, entre outras, o que causa prejuízo ao país? Isso só não é mais ridículo do que a turminha alienada das mãos de seda, que se nutre por fotossíntese, atacar ideologicamente uma das principais matrizes econômicas do país com argumentos patéticos.

Luis Henrique Silveira da Silva
11 de junho de 2026 07:29

Isso , o agro é o câncer do Brasil assim como os Bolsonaros, a coisa boa é o estadista Lula , que adora dar esmolas para a população, é vale gás, é pé de meia, é bolsa família e agora também o vale água , aumenta o valor da água para alguns para dar para outros , isso sem pergunta se pode fazer e ainda gosta de quebrar estatal como os correios, que maravilha esse sim é governo bom , ajudar para geral emprego não , mas querem modificar escala sem reduzir salário que maravilha.

Glaucio dos Santos Brum
11 de junho de 2026 09:18

Verdade, Luis. Bom, eis a opinião de pessoas que não conseguem atravessar a rua sem a mão do estado para ajudar e acha que quem trabalha é que está sempre errado.

vanderlei stefani
11 de junho de 2026 14:53
Responder para  Glaucio dos Santos Brum

Falando do Agro

vanderlei stefani
10 de junho de 2026 23:53

O Agro não é POP

roque
10 de junho de 2026 21:51

Agro só reclama do governo e desmonta o meio ambiente. Se tem lucros é para seus reis do agro; se tem prejuízo, jogam para o governo pagar.
E assim mesmo idolatram os Bozos.
Hipócritas

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