Sexta-feira, 03 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 3 de julho de 2026
Parceria entre o Instituto Psiu e a Synapse traz ao Estado a tecnologia REAC, utilizada como recurso complementar em planos terapêuticos individualizados e multidisciplinares.
Foto: O SulO Rio Grande do Sul passa a contar com uma nova alternativa complementar para o acompanhamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), dificuldades de aprendizagem, depressão, ansiedade, alterações cognitivas e outros transtornos do neurodesenvolvimento. A tecnologia REAC (Radio Electric Asymmetric Conveyer), método de neuromodulação não invasiva, chegou ao Estado por meio de uma parceria entre o Instituto Psiu, de Saúde e Educação, e a Synapse, centro especializado na aplicação dos protocolos.
A proposta é ampliar os recursos disponíveis para famílias que buscam um atendimento integrado, reunindo diferentes áreas da saúde e da educação em um plano terapêutico individualizado. Nesse modelo, a Synapse é responsável pela aplicação dos protocolos REAC, enquanto o Instituto Psiu realiza avaliações, acompanhamento terapêutico e educacional, além da orientação às famílias. Quando há indicação clínica, a tecnologia pode ser incorporada como recurso complementar ao tratamento.
Segundo a fisioterapeuta da Synapse, Karolina Kechinski, a tecnologia atua sobre o sistema bioelétrico do organismo, responsável pela comunicação entre as células e pela regulação de diferentes funções do corpo.
“O estresse crônico ao qual nós somos submetidos acaba desregulando estímulos bioelétricos, e o REAC, através da neuromodulação, consegue promover a autorregulação desse sistema que sofreu uma adaptação por causa do estresse”, explica Karolina.
De acordo com a profissional, o método é não invasivo e busca favorecer a autorregulação do organismo. A tecnologia não substitui terapias já consolidadas para pessoas com TEA, mas pode ser utilizada como ferramenta complementar, sempre mediante avaliação individualizada e acompanhamento de profissionais habilitados.
A neuropsicopedagoga Patrícia Vieira, do Instituto Psiu, destaca que o cuidado com pessoas autistas exige uma abordagem interdisciplinar, considerando não apenas os aspectos clínicos, mas também as necessidades emocionais, cognitivas, comportamentais e escolares de cada paciente.
“Nós temos psicólogos, psicopedagogos, neuropsicopedagogos, avaliação neuropsicológica, neuropsicopedagógica, reforço, aula particular de português, de matemática, de inglês. Quando montamos o Instituto, vimos que a gente também precisava dar um suporte para as famílias, principalmente para as mães, porque elas chegavam num sofrimento de ver os filhos, não conseguindo se alfabetizar, ou crianças que têm um transtorno do espectro autista num nível de suporte maior. E aí, então, surgiu essa equipe multidisciplinar e a parceria também com o REAC”, contou Patrícia Vieira.
Criado com o objetivo de integrar diferentes especialidades em um único espaço, o Instituto Psiu oferece serviços como avaliação neuropsicológica e neuropsicopedagógica, psicologia, psicopedagogia, fonoaudiologia, alfabetização, acompanhamento das dificuldades de aprendizagem e apoio às famílias. A instituição também atende adultos e idosos com demandas relacionadas à avaliação neuropsicológica, psicoterapia e estimulação cognitiva.
Além do acompanhamento clínico, o trabalho envolve diálogo constante com as famílias e, quando necessário, com as escolas, buscando construir estratégias conjuntas para favorecer o desenvolvimento e a autonomia dos pacientes.
Os benefícios do tratamento também são percebidos por familiares. A aposentada Rúbia Mara Caldeira acompanha o neto, diagnosticado com autismo nível de suporte 3, e relata mudanças observadas após a utilização da tecnologia como parte do tratamento.
“Quando começamos o tratamento com ele, na quinta e sexta sessão ele começou a dormir, antes ele ficava de 32 a 48 horas acordado. As agressividades diminuíram muito, muito mesmo. Ele ficou calmo, mais tranquilo, mais carinhoso. Então, assim, eu só tenho a agradecer, dizer que deu tudo certo”, relata Rúbia.
Segundo ela, a possibilidade de reduzir o uso de algumas medicações e observar avanços na rotina trouxe mais tranquilidade para a família, reforçando a importância de um acompanhamento contínuo e individualizado.
Os profissionais ressaltam que cada paciente responde de maneira diferente às intervenções terapêuticas e que a indicação da tecnologia REAC depende de avaliação clínica. A proposta da parceria entre Instituto Psiu e Synapse é ampliar as possibilidades de cuidado, oferecendo um atendimento que considere cada pessoa em sua totalidade e respeite suas necessidades específicas.
Mais informações sobre os atendimentos podem ser obtidas pelo Instagram @instituto.psiu ou pelo telefone (51) 99883-0356.
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