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Política Governo brasileiro não abre mão do Pix, mas apresenta novas medidas aos Estados Unidos para evitar tarifaço

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Brasil propõe "mapa do caminho", com estratégias e ações, como última cartada para barrar ofensiva tarifária. (Foto: Reprodução)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propôs, em reunião virtual com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, um “mapa do caminho”, ampliando as garantias de que as práticas adotadas pelo Brasil não oneram e nem restringem o comércio com os norte-americanos.

Do lado brasileiro, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Márcio Elias, conduziu as conversas. Um novo encontro deve ocorrer até o dia 15 de julho, quando encerra o prazo para a decisão final e eventual aplicação das medidas pelos Estados Unidos.

O governo segue irredutível em relação ao Pix, mas se abriu às negociações para ampliar medidas nas demais áreas que preocupam a gestão de Donald Trump.

No mês passado, os Estados Unidos concluíram uma investigação e apontaram seis temas considerados problemáticos nas relações comerciais com o Brasil.

Na avaliação de integrantes do governo brasileiro que participaram da reunião, a estratégia é vista como uma última cartada da área técnica do Brasil para tentar evitar a tarifa adicional de 25% a produtos brasileiros.

O objetivo, segundo integrantes do governo Lula, é que o “status quo” dessas ações consideradas “não desleais” pelo Brasil seja reforçado.

Equipes do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Assessoria Especial do Presidente da República colocaram na mesa de negociação novas medidas em uma tentativa de demonstração aos EUA que os temas investigados não distorcem e não distorcerão o comércio entre os países.

O governo já propôs reduzir as tarifas em cerca de 300 produtos em três eixos: maquinário agrícola, equipamentos hospitalares e tecnologia da informação.

A sugestão do Brasil passa por uma diminuição ampla das tarifas de importação desses itens, não só para os Estados Unidos. O argumento é que, embora a redução seja para todos, os americanos serão os principais beneficiados por dominarem as exportações desses itens. (Com informações do portal de notícias g1)

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