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Economia Bolsa brasileira fecha em alta, sem pressão dos Estados Unido, e semana fecha positiva

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Os principais índices de Nova York não operaram hoje por causa da antecipação do feriado de 4 de Julho, que comemora a independência dos Estados Unidos. (Foto: Divulgação/B3)

A Bolsa brasileira terminou esta sexta-feira (3) em alta de 0,74%, aos 174.070,27 pontos, em um pregão marcado pela baixa liquidez. Além disso, o dólar comercial recuou 0,76% e encerrou cotado a R$ 5,16.

Os principais índices de Nova York não operaram hoje por causa da antecipação do feriado de 4 de Julho, que comemora a independência dos Estados Unidos. Com isso, a ausência das bolsas americanas reduziu o volume de negócios no Brasil e deixou o mercado local sem uma referência importante.

Segundo Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital, a alta da Bolsa brasileira teve como principal impulso as ações dos bancos. No entanto, ele avalia que o movimento pode não se sustentar nos próximos dias.

“A Bolsa brasileira opera em alta nesta sexta-feira, em um pregão marcado pela baixa liquidez em razão do feriado antecipado nos Estados Unidos. O principal impulso para o Ibovespa veio das ações dos bancos. No entanto, não acredito que esse movimento de valorização deva se sustentar nos próximos dias, já que o mercado operou em um ambiente mais morno e com volume de negociações significativamente reduzido”, afirmou.

Juros futuros caem após payroll
Os juros futuros seguiram em queda, em um movimento iniciado após a divulgação do payroll nos Estados Unidos. O dado veio abaixo das expectativas do mercado e, por isso, reforçou a leitura de que o Federal Reserve pode manter os juros estáveis ao longo de 2026.

O dólar também acompanhou esse movimento. Entretanto, o câmbio ainda sente os efeitos das incertezas geopolíticas. Apesar da reabertura parcial do Estreito de Ormuz, o cenário internacional ainda não mostra definições claras. Portanto, os investidores mantêm cautela.

Em um pregão com cerca de metade da liquidez de um dia normal, os destaques da Bolsa não seguiram um padrão. Entre as maiores altas ficaram Ultrapar (UGPA3), Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) e Magazine Luiza (MGLU3).

A Ultrapar avançou após desistir de comprar ativos da Rumo Logística. O mercado recebeu bem a decisão, já que a operação poderia elevar a alavancagem da companhia em um ambiente de juros altos.

Já a CSN recuperou parte das perdas recentes. Nos últimos pregões, os papéis sofreram com preocupações sobre o nível de endividamento da empresa. Enquanto isso, Magazine Luiza acompanhou o desempenho positivo das small caps, que costumam se beneficiar quando os juros futuros caem.

Quedas também refletem pregão atípico
Na ponta negativa, ISAE4, EGIE3 e MRFG3 apareceram entre as maiores quedas do pregão. Em um dia de baixa liquidez, movimentos mais fortes tendem a ganhar intensidade.

No caso da ISAE4, o mercado também reagiu à possibilidade de uma nova emissão de ações preferenciais. Esse tipo de operação pode diluir a participação dos atuais acionistas e, consequentemente, pesar sobre o investidor minoritário.

No exterior, os investidores seguem atentos à fase final da investigação conduzida pelo USTR contra o Brasil. O principal risco envolve uma possível imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Caso isso aconteça, o câmbio pode sofrer pressão, enquanto setores exportadores podem sentir impacto direto.

Até agora, o mercado espera negociações e medidas mais pontuais. Ainda assim, um desfecho mais duro pode elevar a volatilidade dos ativos brasileiros.

Para a próxima segunda-feira, a expectativa é que a Bolsa brasileira acompanhe o desempenho dos mercados internacionais. O ambiente externo segue relativamente favorável após a redução das tensões no Oriente Médio.

Por outro lado, os investidores ainda devem monitorar a investigação comercial dos Estados Unidos contra o Brasil e possíveis anúncios sobre tarifas. No cenário doméstico, o foco continuará na trajetória dos juros, da inflação e da situação fiscal. Com informações do portal Estadão.

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