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Mundo Milhares protestam na Albânia contra hotel de luxo ligado à família Trump

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Manifestantes são contra construção de hotel de luxo em área de reserva natural na costa do país europeu. (Foto: Reprodução/Euronews)

Dezenas de milhares de pessoas se manifestaram no sábado (4) em Tirana, capital da Albânia, no maior protesto contra um projeto turístico ligado à filha de Donald Trump, em uma área protegida. Um grupo transportava um grande bolo de cimento, numa dupla alusão ao aniversário do primeiro-ministro Edi Rama, que celebrava no sábado 62 anos, e ao plano de betonizar ecossistemas protegidos.

Os manifestantes instalaram também um busto de Edi Rama, que derrubaram depois com a ajuda de uma corda, num gesto que evoca a emblemática queda da estátua do ditador comunista Enver Hoxha, em 1991, que marcou o fim do seu domínio.

Foi o 35º protesto ligado ao tema e o maior desde que começaram os atos, no fim de maio, contra a construção de um hotel de luxo vinculado à Ivanka Trump, e a seu marido, Jared Kushner, na área protegida de Zvërnec, no sudoeste da Albânia.

Segundo os manifestantes, o projeto hoteleiro, avaliado em 4,6 bilhões de dólares (R$ 23,7 bilhões), representa um risco para o meio ambiente e uma lagoa próxima importante para as aves migratórias.

O movimento, que começou como um protesto ambiental, transformou-se entretanto num movimento antigovernamental. Os manifestantes acusam o governo de corrupção e exigem a demissão do primeiro-ministro Edi Rama.

“Aquilo que começou como a ‘a revolução dos flamingos cor-de-rosa’ transformou-se numa ampla contestação popular”, comentou à agência francesa AFP a manifestante Alketa Andemi.

A oposição ao resort se tornou um foco de expressão contra a corrupção percebida no país. Os manifestantes pediram a renúncia do primeiro-ministro, Edi Rama, pelo que consideram falta de transparência.

O movimento foi batizado de Revolução dos Flamingos, em alusão às aves de plumagem cor-de-rosa que migram para a reserva natural onde fica o projeto.

Segundo os manifestantes, o projeto hoteleiro, avaliado em 4,6 bilhões de dólares (cerca de R$ 23,7 bilhões), representa um risco para o meio ambiente e uma lagoa próxima importante para as aves migratórias.

“O que começou com a Revolução dos Flamingos desatou um amplo descontentamento público”, disse Alketa Ademi, 40, que compareceu ao protesto. “Falta de transparência, arrogância. Chega! O primeiro-ministro tem que sair”, acrescentou.

A oposição à construção gera protestos diários em Tirana. Na quinta-feira (2) a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água contra manifestantes que tentavam chegar à sede do Parlamento.

Alguns manifestantes responderam atirando ovos, pedras e outros objetos contra a polícia. Naquele dia, aproximadamente 15 agentes ficaram feridos e 25 manifestantes foram detidos, segundo a corporação. (Com informações da Folha de S. Paulo, Euronews e g1)

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