Segunda-feira, 06 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 6 de julho de 2026
Pela primeira vez na história da Copa do Mundo, Brasil, Alemanha ou Itália não terminarão entre as oito melhores seleções da competição. Com os italianos fora da disputa desde o início e os alemães eliminados por Paraguai na nova fase de 32 seleções desta edição, restava à equipe brasileira a chance de se manter como representante do trio ao menos no top 8.
Mas não deu. No domingo (5), a Noruega de Erling Haaland confirmou a queda do Brasil nas oitavas de final, o que não acontecia desde 1990, quando foi superado pela Argentina, com gol de Caniggia.
A derrota por 2 a 1, dois gols de Haaland e um de Neymar, aconteceu exatamente 44 anos após a Tragédia de Sarriá, como ficou conhecida a dura derrota da seleção brasileira para a Itália, por 3 a 2, na segunda fase da Copa de 1982.
O confronto aconteceu no estádio de Sarriá, em Barcelona, onde Paolo Rossi fez os três gols para os italianos. Sócrates e Falcão marcaram para o Brasil.
A Itália se consagraria tricampeã mundial naquele ano.
Juntas, as seleções de Brasil, Alemanha e Itália acumulam 13 títulos em 23 edições realizadas. Brasileiros venceram em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002; alemães, em 1954, 1974, 1990 e 2014; e italianos, em 1934, 1938, 1982 e 2006.
Entre todos os países, apenas a seleção brasileira disputou todas as edições, terminando entre os oito melhores colocados em 19 delas.
A Alemanha não jogou só duas: a primeira, de 1934 (vencida pelos italianos), e a de 1950 (em que o Brasil foi vice-campeão). Ficou no top 8 em 17 das 21 vezes que disputou a competição.
Já a Itália não se classifica para a Copa desde 2014, quando parou na fase de grupos. Antes, o único Mundial que não havia disputado fora o de 1958.
Carlo Ancelotti
O técnico Carlo Ancelotti lamentou a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026. Em entrevista coletiva, ele afirmou que a derrota representa o “princípio de um novo ciclo”.
“É óbvio que estamos todos profundamente tristes, porque o time até agora tinha feito não uma Copa espetacular, mas uma boa Copa. Acho que no jogo de hoje a gente também poderia merecer ganhar o jogo. Quando acontece um momento assim, você tem que pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura. Acredito que essa derrota não é um fim, é um princípio de um novo ciclo”, disse.
Diante do adeus precoce à Copa do Mundo, Ancelotti explicou que ele e sua comissão técnica terão que administrar esta derrota e focar no ciclo para o próximo Mundial.
“Vamos seguir trabalhando para a Seleção, tentando melhorar e buscar novas ideias. O mesmo que fizemos esse ano. Acho que o trabalho foi bom, o futebol é assim, às vezes tem que administrar a tristeza de uma derrota. Estou acostumado a isso. Vamos administrar essa derrota com um novo impulso ao trabalho e na avaliação dos jogadores”, concluiu. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e da CBF.
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