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Mundo Trump desmonta comissão eleitoral dos Estados Unidos a quatro meses das eleições parlamentares

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Trump tenta aumentar a influência do governo federal sobre o sistema eleitoral

Foto: Reprodução de vídeo
Trump tenta aumentar a influência do governo federal sobre o sistema eleitoral. (Foto: Reprodução de vídeo)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu na quinta-feira (9) os três últimos integrantes da Comissão de Assistência Eleitoral (EAC, na sigla em inglês), órgão federal independente que auxilia autoridades responsáveis pela organização das eleições no país.

Os comissários foram demitidos a poucos meses das eleições de meio de mandato, conhecidas nos EUA como “midterms”. Em novembro, toda a Câmara de Deputados e um terço do Senado serão renovados.

Desde que voltou à Casa Branca, Trump tem repetido, sem apresentar provas, a alegação de que houve fraude nas eleições de 2020. As demissões ocorreram depois de o presidente defender mudanças nas regras do voto e determinar investigações sobre as eleições vencida por Joe Biden.

Trump também tenta aumentar a influência do governo federal sobre o sistema eleitoral, tradicionalmente administrado pelos Estados. A Casa Branca confirmou as demissões.

Segundo um funcionário do governo, o presidente tem autoridade para remover pessoas que “talvez não estejam totalmente alinhadas com a importante tarefa de garantir a segurança das eleições nos Estados Unidos e assegurar que todos os votos legais sejam contabilizados”.

O funcionário afirmou ainda que o governo Trump tem trabalhado com agências e autoridades locais para proteger as eleições contra fraudes e abusos e fortalecer a infraestrutura eleitoral antes das eleições de meio de mandato.

Os três comissários deixaram os cargos de formas diferentes. A única integrante indicada pelo Partido Republicano renunciou. Já os outros dois, indicados pelo Partido Democrata, foram demitidos por e-mail pelo Escritório de Pessoal Presidencial da Casa Branca. O quarto integrante da comissão havia deixado o cargo em abril.

“Em nome do presidente Donald J. Trump, escrevo para informar que seu cargo como comissário da Comissão de Assistência Eleitoral está encerrado, com efeito imediato. Agradecemos pelos serviços prestados”, dizia o e-mail enviado aos comissários.

Criada pelo Congresso em 2002, a EAC funciona como um centro nacional de apoio à administração das eleições. Os Estados Unidos não possuem um órgão como Tribunal Superior Eleitoral, e as votações têm modelos diferentes em cada um dos 50 Estados norte-americanos.

A EAC credencia laboratórios de testes, certifica sistemas de votação e mantém o formulário nacional de registro de eleitores por correspondência, criado pela Lei Nacional de Registro de Eleitores, de 1993.

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2 Comentários
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vanderlei stefani
10 de julho de 2026 11:05

Trump tenta impor controle sobre a América do Sul e esbarra na soberania brasileira.
O Governo Lula resiste às investidas da Casa Branca

ESPIONAGEM e pressão dos EUA sobre o Pix e segurança põem o Brasil em ALERTA

ochoavanderlei@gmail.com
10 de julho de 2026 10:14

Mesma retórica dos marginais daqui. A direita golpista bate nas urnas eletrônicas mentindo que são manipuladas. Mas só para presidente, pois deputados, governadores e senadores tá tudo certo. Povo elegeu marginais para esses postos. Como tem marginal nessa direita golpista.

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