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Política Michelle Bolsonaro diz a aliadas que aguarda “sinal de Deus” para decidir se tentará o Senado

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Michelle é pré-candidata pelo DF, mas atritos públicos com Flávio Bolsonaro levantou dúvidas sobre o plano. (Foto: Reprodução)

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) tem dito a aliadas que aguarda um “sinal divino” para decidir se vai, ou não, ser candidata ao Senado pelo Distrito Federal (DF). O prazo para registrar as candidaturas neste ano termina em 15 de agosto.

Na última segunda-feira (6), Michelle participou de um culto na casa da governadora do DF, Celina Leão (PP). O evento reuniu mulheres de várias denominações evangélicas.

“Deus é muito sério para Michelle. Ela baseia a vida na fé”, afirmou uma das participantes na saída do evento.

O PL chegou a lançar Michelle como pré-candidata em fevereiro ao lado da atual deputada federal Bia Kicis (PL-DF), em uma “chapa pura” do partido. Em 2026, cada eleitor vota duas vezes para o Senado.

Atritos recentes com o enteado, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, no entanto, levaram a ex-primeira-dama a deixar o comando do PL Mulher e colocaram a própria candidatura em xeque.

Michelle chegou a ameaçar deixar o PL, o que automaticamente anularia sua chance de ser candidata em razão dos prazos eleitorais. Foi, no entanto, convencida a pensar melhor.

Questionada sobre a intenção de concorrer ao Senado, após o culto, Michelle respondeu a uma interlocutora que aguarda um “sinal divino” para saber seu futuro e propósito na política. A ex-primeira-dama adicionou que baseia suas decisões na espiritualidade.

Reorganização

Nos últimos dias, Michelle está reorganizando a estruturava que a assessorava nas atividades do PL Mulher e na pré-candidatura.

Os funcionários que eram pagos pelo PL estão cumprindo aviso prévio. Alguns devem continuar com Michelle — mas agora de forma voluntária, sem receber salário.

É esse grupo, inclusive, que vai ajudar Michelle Bolsonaro no movimento “Imparáveis”, lançado na última quinta (9).

Crise 

O atrito entre Michelle e Flávio Bolsonaro veio a público no fim de junho, quando a ex-primeira-dama divulgou vídeos nas redes sociais afirmando ter sido “maltratada”, “humilhada” e desrespeitada pelo senador durante uma discussão sobre articulações políticas do PL no Ceará.

Michelle relatou que os dois não se falam desde o fim de 2025 e disse ter interpretado que seu apoio à pré-candidatura de Flávio não era desejado. “Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante”, afirmou na ocasião.

Após a divulgação dos vídeos, Flávio pediu desculpas publicamente e afirmou que está de “coração aberto” para conversar com a ex-primeira-dama. O senador disse que não teve intenção de ofendê-la e reconheceu sua importância para o partido.

Mesmo após o pedido de desculpas, Michelle voltou a fazer críticas indiretas ao senador nas semanas seguintes e acabou deixando a presidência do PL Mulher em meio à crise. (Com informações do portal de notícias g1)

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