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Polícia Pais são presos por morte de bebê de 2 meses no interior do Rio Grande do Sul

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O bebê morreu após ser agredido em Crissiumal

Foto: Freepik
O bebê morreu após ser agredido em Crissiumal. (Foto: Freepik)

O MP (Ministério Público) do Rio Grande do Sul denunciou os pais de um bebê de 2 meses pela morte da criança, ocorrida em 8 de maio em Crissiumal, na Região Noroeste do Estado.

A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Ronaldo Adriano de Almeida Arbo, que também requereu à Justiça a decretação da prisão preventiva do casal, ocorrida na última quinta-feira (9).

Os denunciados respondem por homicídio qualificado contra menor de 14 anos, em razão da condição da vítima e do fato de serem seus pais, além do descumprimento do dever legal de proteção e cuidado.

Conforme a denúncia do MP, “os pais teriam agido em conjunto e submetido o filho a intensa violência física, por meio de sucessivos golpes contundentes e vigorosos movimentos de aceleração e desaceleração corporal, compatíveis com o mecanismo conhecido como Síndrome do Bebê Sacudido”.

De acordo com o laudo de necropsia, o óbito decorreu de “desorganização do tecido encefálico consecutiva a extenso hematoma subdural provocado por ação contundente”. Em termos mais simples, a perícia concluiu que a criança sofreu uma grave lesão cerebral causada por forte trauma, que provocou um extenso sangramento dentro do crânio e danos severos ao cérebro, resultando na sua morte. A investigação apontou ainda a existência de múltiplas lesões traumáticas pelo corpo da vítima e que o sangramento intracraniano que causou a morte estava relacionado a um evento traumático recente.

A denúncia sustenta que a vítima estava sob os cuidados exclusivos do casal no período em que sofreu as lesões fatais, sem qualquer indicativo da participação de terceiros. Conforme o promotor de Justiça, um dos pais teria praticado diretamente as agressões, enquanto o outro, mesmo tendo o dever legal de proteger o filho e condições de impedir a violência ou prestar socorro imediato, permaneceu inerte, contribuindo para o resultado.

O MP também aponta que, após os fatos, os denunciados teriam apresentado versões incompatíveis com as conclusões periciais, tentando atribuir as lesões a acidentes domésticos e a fatos anteriores.

Na representação pela prisão preventiva, o promotor de Justiça Ronaldo Adriano de Almeida Arbo argumentou que a medida é necessária para a garantia da ordem pública e para a preservação da instrução criminal, diante da gravidade do caso.

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