Segunda-feira, 13 de julho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
12°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Em culto na Itália, ex-deputada federal Carla Zambelli se emociona ao orar por Bolsonaro e agradece a Flávio

Compartilhe esta notícia:

Carla Zambelli (PL-SP) em culto em Roma, na Itália. (Foto: Reprodução)

A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL), que está na Itália após deixar o Brasil em maio do ano passado, participou neste final de semana de um culto organizado pelo grupo evangélico brasileiro “Patriotas em Roma”. Na ocasião, em discurso emocionado no púlpito, ela orou pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pelos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em outro momento, Zambelli também agradeceu o apoio dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE), Magno Malta (PL-ES) e Damares Alves (Republicanos-DF), que teriam “cruzado o Oceano Atlântico” para visitá-la na prisão.

“Hoje, graças a Deus, não tenho raiva no meu coração. Eu oro para que Deus tenha misericórdia daquelas almas que hoje fazem injustiça, que prendem e perseguem. Porque, se eles se arrependerem e mudarem o caminho, ainda serão dignos da justiça e salvação de Deus. Que Deus possa fazer milagres na vida de cada um dos presos de 8 de janeiro e na vida do nosso presidente Bolsonaro”, disse Zambelli.

O discurso foi feito divulgado nas redes sociais pelo perfil do grupo religioso e também por Rita Zambelli, mãe da ex-parlamentar e pré-candidata a deputada federal pelo PL em São Paulo. Segundo ela, o evento se tratava de um “Culto em Ação de Graça” dedicado à liberdade de Carla.

Em outro trecho, Zambelli afirma que Flávio, pré-candidato à Presidência da República, está atravessando por um “lugar espinhoso”, mas que o “Brasil depende desse caminho”. Nas últimas semanas, o senador enfrenta desgastes em sua pré-candidatura após o caso ‘Dark Horse’, as operações da Polícia Federal contra seus aliados no Rio de Janeiro e as divergências públicas com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

“Flávio Bolsonaro não se envergonhou nenhuma vez de defender minha liberdade, a justiça e o nosso país. Eu sou grata, porque ele fez perceber que eu não estava sozinha, que eu não tinha sido abandonada como os jornais diziam. Eu tinha pessoas que me respeitavam, torciam e oravam por mim”, afirmou Zambelli.

Situação na Itália

No final de maio, a Corte de Cassação da Itália, o equivalente ao Supremo Tribunal Federal do país europeu, revogou a decisão que havia autorizado a extradição da ex-deputada, que também teve a liberdade concedida.

A decisão foi expedida na mesma semana em que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o Ministério da Justiça e o Itamaraty adotassem medidas para efetivar a extradição da bolsonarista, justamente em razão decisão da Corte de Roma favorável ao procedimento.

Ambas as decisões têm relação com a primeira condenação imposta pelo STF a Zambelli, no caso da invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em tal processo, a ex-deputada foi sentenciada a dez anos de prisão.

De acordo com a defesa de Zambelli, a decisão da Corte de Cassação abrange os dois processos em que foi pedida sua extradição, atingindo portanto o pedido relacionado à segunda condenação da ex-parlamentar, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

A deputada bolsonarista, que tem cidadania italiana, deixou o Brasil em maio do ano passado, passando pelos Estados Unidos antes de se mudar para o país europeu. Dois meses depois, ela foi presa e afirmou que queria ser julgada na Itália.

Em dezembro, a Câmara dos Deputados rejeitou a cassação de Zambelli, em uma tentativa de preservar seu mandato. O Supremo Tribunal Federal, no entanto, anulou a votação promovida pelos parlamentares, decretando diretamente a cassação em razão da condenação da bolsonarista à prisão.

Enquanto o processo de extradição corria na Itália, a Justiça daquele País decidiu manter a ex-deputada detida na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma, por entender que havia risco de fuga. Segundo o governo brasileiro, caso seja extraditada, a ex-parlamentar ficará presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. As informações são do jornal O Globo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Senadora Damares Alves defende Michelle Bolsonaro e chama aliados que as atacam de “aloprados”
Alguns ministros do Supremo consideram improvável a revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x