Quarta-feira, 15 de julho de 2026

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Política Lula vai explorar rejeição a Flávio Bolsonaro com ataques que miram desgastes sobre Michelle e Master

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Ponto considerado relevante é o desgaste provocado pela crise entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro.

Foto: Reprodução
Ponto considerado relevante é o desgaste provocado pela crise entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua equipe política pretendem intensificar a estratégia de campanha voltada para desgastar a imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, explorando temas que, na avaliação do Palácio do Planalto, podem ampliar a rejeição ao principal adversário na disputa eleitoral de 2026. Entre os assuntos considerados prioritários estão a crise pública envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o caso relacionado ao Banco Master.

A definição da estratégia ocorre em um momento em que pesquisas de intenção de voto apontam crescimento de Flávio Bolsonaro e maior competitividade na corrida presidencial. Diante desse cenário, integrantes do governo defendem que a campanha passe a concentrar esforços em associar o senador a episódios capazes de desgastar sua imagem perante o eleitorado. Segundo pessoas próximas ao presidente ouvidas pelo UOL, o entendimento é de que chegou o momento de adotar uma postura mais ofensiva contra o adversário.

Um dos eixos da estratégia envolve o Banco Master. Governistas pretendem reforçar a associação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, tema que ganhou repercussão após a divulgação de informações sobre a relação entre ambos. A avaliação no PT é de que o episódio pode alimentar questionamentos sobre a atuação do senador e dificultar sua tentativa de apresentar um discurso de combate à corrupção durante a campanha.

Outro ponto considerado relevante é o desgaste provocado pela crise entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro. A relação entre os dois se deteriorou após divergências internas no PL se tornarem públicas, levando a ex-primeira-dama a divulgar vídeos com críticas ao senador. Aliados de Michelle afirmam que ela decidiu se manifestar depois de uma sequência de desentendimentos e ataques que vinham se acumulando nos bastidores da legenda.

Pesquisas recentes indicam que esse conflito interno é percebido por parte significativa do eleitorado como um fator negativo para a candidatura de Flávio Bolsonaro. Levantamento AtlasIntel/Bloomberg mostrou que 64,1% dos entrevistados avaliam que a crise envolvendo Michelle prejudica a campanha do senador. O mesmo estudo apontou que 61,2% também acreditam que as investigações relacionadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao Banco Master podem trazer desgaste à campanha de Lula, indicando que ambos os lados enfrentam desafios na disputa eleitoral.

Apesar disso, a avaliação de integrantes do governo é que o impacto político da crise entre Flávio e Michelle tende a ser mais duradouro. Nos bastidores do PT, a leitura é de que o conflito expõe divisões dentro do campo bolsonarista e dificulta a consolidação da candidatura do senador junto ao eleitorado conservador. Ao mesmo tempo, a equipe de Lula pretende continuar defendendo pautas de apelo popular, como o fim da escala de trabalho 6×1, buscando contrastar essas propostas com posições atribuídas à oposição.

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