Sexta-feira, 17 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 17 de julho de 2026
Presidente ainda afirmou que pretende mostrar que, no Brasil, "ninguém ganha mentindo".
Foto: Ricardo Stuckert/PRO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (17) que só comentará publicamente as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, se manifestar sobre o tema.
“Eu vou deixar para falar do tarifaço quando o Trump falar. Enquanto ele não falar, eu não falarei. Porque nós vamos mostrar que, no Brasil, ninguém ganha mentindo; ou é mais verdadeiro que nós, ou não vai enganar a sociedade brasileira”, declarou Lula durante visita à Carreta da Saúde da Mulher.
A declaração ocorre em meio à escalada das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, após Washington anunciar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Um alto funcionário do governo americano afirmou que as medidas poderão ser reavaliadas caso o Brasil opte por retaliar.
Na quinta-feira (16), a Presidência da República informou, em nota, que o governo iniciará “imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional”. O comunicado também afirma que o Brasil retomará a discussão no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Apesar do endurecimento do discurso, o governo decidiu adiar uma eventual aplicação da Lei da Reciprocidade para um “momento adequado”. A avaliação de integrantes do Palácio do Planalto é que uma resposta imediata poderia provocar uma ampliação das sanções por parte dos Estados Unidos.
Aliados do presidente também citam um trecho da decisão do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), segundo o qual uma eventual elevação de tarifas sobre produtos americanos pelo Brasil poderia indicar que as medidas adotadas por Washington “não são suficientes” para eliminar práticas brasileiras consideradas problemáticas, abrindo espaço para novas sanções.
As reações do governo brasileiro começaram ainda na madrugada de quinta-feira, logo após o USTR anunciar que as sobretaxas entrarão em vigor em 22 de julho. Em comunicado, o governo classificou a medida como um “marco lastimável” nas relações entre os dois países.
Horas depois, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, chamou de “descabidas” as críticas americanas ao Pix, afirmou que as tarifas “não têm racionalidade” e classificou como “inaceitáveis e ofensivas” as declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, contra o presidente brasileiro.
Após o anúncio das tarifas, Rubio afirmou que as políticas econômicas do Brasil são “ruins para os americanos e ruins para os brasileiros” e acusou Lula de não negociar de boa-fé com os Estados Unidos. O Palácio do Planalto rebateu as declarações e afirmou que o Brasil jamais deixou de participar das negociações com o governo americano.
Também pelas redes sociais, Lula voltou a defender a posição do governo brasileiro e afirmou que não há justificativa para a imposição da tarifa de 25% sobre produtos nacionais. Ao compartilhar o pronunciamento de Mauro Vieira, o presidente escreveu:
“Desde o primeiro momento, buscamos o diálogo e enfatizamos nossa disposição de negociar. Apontamos que não há justificativa para as tarifas anunciadas.”
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Rúbio é o vira lata do laranjão pedófilo