Quinta-feira, 23 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 22 de julho de 2026
O caso voltou a ganhar destaque após o senador Flávio Bolsonaro divulgar informação falsa sobre as urnas brasileiras
Foto: Valter Campanato/Agência BrasilO TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reforçou, nesta quarta-feira (22), a informação de que a empresa venezuelana Smartmatic não forneceu urnas eletrônicas ou softwares utilizados nos equipamentos eleitorais do Brasil.
O caso voltou a ganhar destaque após o pré-candidato à presidência da República pelo Partido Liberal (PL), o senador Flávio Bolsonaro, divulgar informação falsa sobre as urnas brasileiras. Ele afirmou nessa segunda-feira (21), durante um evento, que equipamentos brasileiros seriam da Smartmatic – sem apresentar provas
A página Fato ou Boato, usada para desmentir notícias falsas pelo tribunal, destacou um comunicado de 2020 que o Tribunal usou para desmentir fake news sobre a empresa venezuelana Smartmatic que circulavam na internet, pelo menos, desde 2017,
“Em diversas oportunidades, o TSE reiterou que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos”, diz o comunicado.
O TSE afirmou ainda que as urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral. Além disso, elas são produzidas sob “direta coordenação” dos servidores do TSE por empresas selecionadas por licitações públicas com ampla concorrência, “o que garante ainda mais segurança e transparência ao processo eleitoral”.
O Tribunal acrescenta que a empresa venezuelana Smartmatic celebrou contratos com o TSE somente para “prestação de serviços de conexão de dados e voz, e não para o desenvolvimento ou operação da urna eletrônica”.
“Além disso, a empresa participou da licitação para a fabricação de urnas eletrônicas para 2020, mas perdeu para a empresa Positivo”, conclui comunicado do TSE.
Fake news antiga
Em encontro com diplomatas, o pré-candidato do PL à presidência, senador Flávio Bolsonaro, disse que parte das urnas eletrônicas no Brasil teriam origem da empresa venezuelana Smartmatic. A fala ocorreu durante o evento Debating Brazil, promovido pelo The Brazilian Report e pela Novo Selo Comunicação.
“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa [da Venezuela, a Smartmatic]”, disse.
Durante o pronunciamento, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado por tentativa de golpe de Estado que envolveu uma campanha de desinformação contra as urnas eletrônicas, citou um documento da CIA (Agência Central de Inteligência) dos Estados Unidos.
O documento da CIA, desclassificado recentemente, faz uma análise sobre denúncias fraudes nas eleições venezuelanas, citando a empresa Smartmatic. Porém, o relatório da CIA não concluiu que houve fraude na Venezuela entre 2004 e 2020.
“[A comunidade de inteligência dos EUA] não confirmou de forma definitiva a execução bem-sucedida de fraudes eletrônicas em larga escala em eleições venezuelanas específicas, mantendo-se as avaliações fundamentais da CIA de que outros fatores explicavam melhor os resultados eleitorais”, diz o documento.
Flávio usou esse documento para associar a empresa Smartmatic, da Venezuela, às urnas brasileiras, informação já refutada pelo TSE, pelo menos, desde 2017. A fala do pré-candidato gerou críticas de adversários e especialistas, que enxergam uma repetição da estratégia do pai, Jair Bolsonaro, para atacar o sistema eleitoral do país.
Outro lado
Em nota, a coordenação da campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro afirmou que “não é verdade” que ele tenha questionado a integridade do sistema de votações no Brasil. Porém, o comunicado do pré-candidato não comenta sobre a informação falsa divulgada por Flávio Bolsonaro relacionada às urnas brasileiras.
“Em sua fala, o pré-candidato se limitou a relatar dois fatos públicos e amplamente divulgados pela imprensa: 1) o fato originariamente gerador da inelegibilidade de seu pai, Jair Bolsonaro (uma notória reunião com embaixadores); 2) um relatório recentemente divulgado pela CIA, a respeito de fraudes nas eleições venezuelanas”, diz.
Assinada também por Flávio Bolsonaro, a nota acrescenta que o pré-candidato “afirma expressamente que ‘não está questionando o sistema de votação brasileiro’ e exorta os diplomatas ali presentes a mandarem o maior número possível de representantes em missões de observação internacional”.
O comunicado conclui que, “afastada qualquer descontextualização das falas do pré-candidato, sua equipe de pré-campanha reafirma sua integral confiança no sistema eleitoral brasileiro e sua crença irrestrita de que as missões de observação internacional devem ser fortemente estimuladas, pois contribuem para o ‘aperfeiçoamento do processo eleitoral, ampliando a transparência, a integridade e a confiança pública nas eleições’”.
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Sem mentiras a extrema direita morre
Detalhes do Acidente e da Empresa, SMARTMATIC:
IA ABRIR A BOCA ……E ……MORREU…..Como a “esquerda” mata hein ???!!
O TSE diz que o contrato era para conexão de dados e voz. Conforme o texto, então confirmou a suspeita.
As mentiras da extrema direita não duram 24 horas
No princípio era mesma empresa que fornecia aos dois países e alguns Estados americanos, a Starmatic. Depois de alguns anos, uma empresa instalada em Manaus, começou a fabricar no Brasil. Contudo, há mais de 20 anos a contagem dos votos é secreta. Não importa como é feito a apuração, importa que ela seja pública. Como manda a constituição que o STF não obedece
O problema nao é nas urnas e sim no progama que totaliza os votos que pode ser manipulado com regras de programaçao,usam conforme querem quem ganhe, depois restauram o programa sem alteraçoes e ninguem pode provar o que foi modificado com as regras de programaçao…
BOA NARRATIVA….Sim….a SMARTMATIC, mudou de nome , quando “saiu” da Venezuela…
É só voltar a cumprir o que o SENADO e os Deputados tinham determinado: MATERIALIZAÇÃO DO VOTO……Para tornar possivel a auditagem das urnas.
SIMPLES NÉ….!!??
ESSAS MESMAS URNAS DERAM O RESULTADO POSITIVO NAS ELEIÇÕES QUE ELE E A FAMÍLIA FORAM ELEITOS DIVERSAS VEZES PARA CARGOS DIFERENTES, UNS ATÉ COM AMPLA MAIORIA DE VOTOS
As urnas não são confiáveis pois não são auditáveis, simples assim, e não adianta inventar moda